O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu nesta sexta-feira (15) que a Rússia seja responsabilizada após um ataque com mísseis atingir um prédio residencial em Kiev e deixar ao menos 24 mortos, entre eles três crianças.
O bombardeio ocorreu na quinta-feira (14) e foi classificado pelas autoridades ucranianas como o maior ataque aéreo russo contra a capital neste ano.
Durante visita ao local atingido, no distrito de Darnytskyi, na margem esquerda do rio Dnipro, Zelensky prestou homenagens às vítimas, depositou rosas vermelhas e acompanhou o trabalho das equipes de resgate.
“Nossos socorristas trabalharam sem parar por mais de um dia. Os russos praticamente destruíram uma seção inteira do edifício com um míssil”, afirmou o presidente em publicação nas redes sociais.
Segundo o governo ucraniano, cerca de 30 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros. Outras 50 ficaram feridas e aproximadamente 400 precisaram de apoio psicológico após o ataque.
Ucrânia denuncia ofensiva em larga escala
Autoridades ucranianas afirmam que a Rússia lançou mais de 1.500 drones e dezenas de mísseis contra o país em dois dias consecutivos. Além das mortes em Kiev, outras seis pessoas morreram no oeste da Ucrânia, distante das linhas de combate.
Zelensky voltou a pedir apoio internacional para reforçar os sistemas de defesa aérea da Ucrânia e afirmou que a Rússia não pode permanecer impune.
“Uma Rússia como essa jamais poderá ser normalizada. É necessário exercer pressão”, declarou.
Rússia confirma ataques
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou que realizou ataques em território ucraniano entre os dias 12 e 15 de maio, segundo informações divulgadas pela agência estatal RIA.
Em Kiev, esta sexta-feira foi decretada como dia oficial de luto. Bandeiras foram colocadas a meio mastro e eventos de entretenimento foram cancelados na capital, que possui cerca de 3 milhões de habitantes.
Moradores também montaram um memorial improvisado próximo ao prédio destruído, com flores, doces e brinquedos em homenagem às vítimas.
“Mesmo depois disso, não vamos nos render. Somos uma nação muito forte”, disse a moradora Tetiana Prudyus, emocionada ao visitar o local.






