O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC) declarou nesta sexta-feira (15) um novo surto de Ebola na província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo (RDC).
Segundo o órgão, já foram registrados cerca de 246 casos suspeitos e 65 mortes, principalmente nas cidades mineradoras de Mongwalu e Rwampara.
O Africa CDC informou que irá realizar uma reunião com autoridades da RDC, Uganda, Sudão do Sul e parceiros internacionais para coordenar ações de resposta e reforçar a vigilância nas fronteiras.
O Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, no território que hoje corresponde à República Democrática do Congo. A doença é considerada altamente letal e é transmitida pelo contato direto com fluidos corporais ou pele lesionada.
Entre os sintomas iniciais estão:
- febre;
- dores musculares;
- fadiga;
- dor de cabeça;
- dor de garganta.
Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para:
- vômitos;
- diarreia;
- erupções na pele;
- hemorragias;
- falência de órgãos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa média de mortalidade do Ebola gira em torno de 50%.
Testes preliminares realizados no Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Kinshasa, detectaram o vírus em 13 das 20 amostras analisadas. Exames adicionais estão sendo feitos para identificar a variante específica do vírus.
As autoridades de saúde demonstraram preocupação com o risco de disseminação devido:
- à intensa circulação de pessoas;
- às atividades de mineração;
- à proximidade com países vizinhos;
- à presença de áreas urbanas densamente povoadas.
Casos suspeitos também foram identificados na cidade de Bunia, capital da província de Ituri, aguardando confirmação laboratorial.
A região vive sob administração militar desde 2021 por causa da atuação de grupos armados, incluindo as Forças Democráticas Aliadas (ADF), ligadas ao Estado Islâmico.
A RDC já enfrentou 17 surtos de Ebola ao longo da história. O mais grave ocorreu entre 2018 e 2020, quando quase 2.300 pessoas morreram.
No ano passado, outro surto na província de Kasai deixou 45 mortos.






