Uma reportagem publicada pelo jornal norte-americano Washington Post afirma que o número de militares dos Estados Unidos mortos durante o conflito contra o Irã seria superior ao informado oficialmente pelo governo americano.
Segundo os dados divulgados pelas autoridades dos EUA, 18 militares morreram desde o início da guerra. No entanto, a investigação do jornal sustenta que o total seria de pelo menos 22 mortos.
A publicação provocou reação imediata do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que negou as informações divulgadas pelo periódico.
“Uma mentira completa”, escreveu Hegseth nas redes sociais. Em seguida, o secretário criticou duramente o veículo de comunicação, afirmando que o jornal seria “pior que a mídia estatal iraniana”.
A divergência ocorre em meio a um momento de forte tensão entre o governo americano e parte da imprensa do país. Também nesta semana, o presidente Donald Trump determinou a retirada do credenciamento de três veículos de comunicação para cobertura da Casa Branca.
As restrições atingiram profissionais da CNN, MS Now e Politico. Ao justificar a medida, Trump acusou parte da imprensa de divulgar informações falsas sobre seu governo e sobre os Estados Unidos.
Em declaração divulgada nas redes sociais, o presidente afirmou que outros veículos também poderão ser alvo de sanções semelhantes caso continuem publicando o que classificou como “notícias falsas”.
Até o momento, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos mantém o número oficial de 18 militares mortos durante o conflito. Já o Washington Post sustenta que levantamentos próprios apontam um total maior de vítimas. Não foram divulgados detalhes adicionais sobre as quatro mortes que, segundo a reportagem, não estariam incluídas nos dados oficiais.
A diferença entre os números divulgados pelo governo e pelo jornal alimenta um novo capítulo do debate sobre transparência na divulgação de informações relacionadas ao conflito entre Estados Unidos e Irã.





