O governo do Irã executou neste sábado (19) Hossein Pedaran, condenado por espionagem em favor de Israel. A execução ocorreu após a confirmação da sentença pela Suprema Corte iraniana.
Segundo informações divulgadas pela agência estatal iraniana Mizan, Pedaran foi acusado de colaborar com o Mossad, serviço de inteligência israelense, fornecendo informações consideradas sensíveis sobre instalações militares do país.
De acordo com as autoridades iranianas, o condenado teria repassado dados relacionados a locais de mísseis durante o conflito envolvendo Irã e Israel em junho de 2025. Ainda segundo a acusação, ele recebia pagamentos em euros pelos serviços prestados.
O processo aponta que Pedaran teria procurado inicialmente estabelecer contato com a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), apresentando-se como alguém com acesso a informações militares e manifestando interesse em cooperar por razões financeiras. Sem retorno, ele teria entrado em contato com o serviço de inteligência israelense, que respondeu à proposta.
As investigações também indicam que o homem recebeu orientações para utilizar identidade alternativa, além de treinamento para envio de relatórios e arquivos criptografados.
No veredito divulgado pelas autoridades iranianas, a Justiça afirmou que provas digitais, imagens, declarações e confissões apresentadas ao longo do processo demonstraram uma tentativa de fornecer informações militares classificadas ao Mossad em troca de benefícios financeiros.
A execução ocorre em meio às tensões permanentes entre Irã e Israel, países que mantêm uma longa rivalidade política e militar no Oriente Médio. Casos de espionagem são tratados com rigor pela Justiça iraniana, que prevê penas severas para crimes considerados ameaça à segurança nacional.
Até o momento, não houve manifestação pública do governo israelense sobre o caso.





