A trabalhadora doméstica Yolanda Medeiros Andriola denunciou o adiamento de uma cirurgia de retirada do útero após uma interrupção no fornecimento de energia elétrica durante o procedimento, ocorrido em uma unidade hospitalar onde ela estava internada.
Segundo Yolanda, ela deu entrada no hospital por volta das 17h30 para realizar a cirurgia, que já estava programada. Após cumprir o período de jejum e ser encaminhada para a sala cirúrgica, ela recebeu anestesia e toda a preparação necessária para o início do procedimento.
No entanto, de acordo com o relato, no momento em que a equipe médica iniciaria a cirurgia houve uma queda de energia. A paciente afirma que o gerador apresentou falhas durante a ocorrência, fazendo com que a energia retornasse e fosse interrompida novamente.
Diante da situação, o médico responsável teria decidido suspender o procedimento por considerar que a cirurgia apresentava riscos e que a instabilidade elétrica poderia comprometer a segurança da paciente.
“Ele disse que não iria colocar a minha vida em risco e optou por não fazer mais a cirurgia naquele momento”, relatou Yolanda.
A paciente informou ainda que recebeu alta sem uma nova data definida para a realização do procedimento. Segundo ela, a orientação foi aguardar um contato do hospital para o reagendamento.
Além da preocupação com a espera, Yolanda teme que os exames pré-operatórios percam a validade antes da nova cirurgia ser marcada. Ela afirma que muitos dos exames possuem prazo de validade de seis meses e que a renovação dos procedimentos pode gerar novos custos, deslocamentos e demora no atendimento.
“Para conseguir exames e consultas é difícil. São meses de espera. Eu queria que eles me dessem uma data certa para fazer logo essa cirurgia, para que meus exames não vençam e eu não tenha que correr atrás de tudo novamente”, afirmou.
A paciente também destacou os impactos que o adiamento causa na rotina de trabalho e nos gastos pessoais, defendendo que o hospital apresente uma solução rápida para o caso.
A equipe de reportagem TV Juruá entrou em contato com a Coordenação da Unidade Hospitalar responsável pelo procedimento que emitiu uma nota oficial:
NOTA
A Coordenação Regional de Saúde do Juruá/Tarauacá e Envira informa que, diante da denúncia envolvendo uma paciente que estava no centro cirúrgico e não pode realizar seu procedimento devido as quedas de energia que ocorreram no dia de ontem.
Nesse sentido, ressalta-se que o Hospital da Mulher e da Criança do Juruá possui gerador, mas em decorrência da oscilação e por questão de segurança, o médico responsável decidiu suspender.
Destaca-se que a paciente será inserida no próximo mapa cirúrgico, que tem previsão para acontecer no dia 29 de setembro de 2026.
Iglê Monte da Silva
Coordenadora da Regional do Juruá/Tarauacá e Envira – Sesacre





