Petróleo dispara após impasse entre EUA e Irã e falta de avanços em reunião com a China

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O preço do petróleo registrou forte alta nesta sexta-feira (15) após o mercado reagir negativamente ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio e garantir a liberação do tráfego no estreito de Hormuz, rota considerada estratégica para o comércio mundial de energia.

O barril do petróleo Brent chegou a subir 3,71% nas primeiras horas do dia, alcançando US$ 109,64 por volta das 6h45 (horário de Brasília), maior valor registrado nos últimos dez dias. A última vez que o produto atingiu patamar mais elevado foi em 5 de abril, quando chegou a US$ 114,44.

Por volta das 9h, o contrato para julho era negociado a US$ 108,29, mantendo valorização de 2,42%.

Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, atingiu US$ 105,31 durante a sessão e era negociado a US$ 104,16 no mesmo horário.

Estreito de Hormuz preocupa mercado

A tensão gira em torno do estreito de Hormuz, corredor marítimo por onde circula cerca de 20% de toda a produção mundial de petróleo e gás. As negociações entre Washington e Teerã seguem sem avanços concretos, aumentando o temor de interrupções no fornecimento global de energia.

Além disso, investidores também demonstraram frustração com o resultado das reuniões entre Estados Unidos e China realizadas nos últimos dois dias. Apesar do discurso diplomático, não houve anúncios relevantes capazes de reduzir as incertezas do mercado internacional.

Durante o encontro, os dois países defenderam a reabertura do estreito de Hormuz e afirmaram que o Irã não deve desenvolver armas nucleares. A China, porém, voltou a criticar a militarização da região e se posicionou contra cobranças de pedágios na rota marítima.

EUA falam em maior compra de petróleo americano pela China

A Casa Branca afirmou que o presidente chinês Xi Jinping teria demonstrado interesse em ampliar a compra de petróleo norte-americano como forma de reduzir a dependência energética do Oriente Médio. A informação, entretanto, não foi confirmada oficialmente pelo governo chinês.

Enquanto isso, Israel e Líbano iniciaram conversas para avaliar um possível cessar-fogo, mas sem avanços até o momento. Autoridades libanesas relataram novos bombardeios no sul do país.

“Foi um dia repleto de conversas produtivas e positivas. Esperamos que continuem nesta sexta”, informou o Departamento de Estado dos Estados Unidos.

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