Israel anunciou neste sábado (16) a morte de Izz al-Din al-Haddad, apontado como o principal líder militar do Hamas na Faixa de Gaza. A informação foi confirmada em comunicado conjunto das Forças de Defesa de Israel (IDF) e da Agência de Segurança Israelense.
Segundo o exército israelense, al-Haddad foi morto em um “ataque preciso” realizado na Cidade de Gaza, apesar do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos que está em vigor desde outubro.
O Hamas confirmou a morte do líder militar. O porta-voz do grupo, Hazem Qassem, classificou al-Haddad como “um dos maiores combatentes do povo palestino”.
Ataque deixou mortos e dezenas de feridos
De acordo com os serviços de emergência de Gaza, os bombardeios israelenses realizados na sexta-feira (15) deixaram ao menos sete mortos e mais de 50 feridos, encaminhados ao Hospital Al-Shifa.
A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino informou que equipes médicas atenderam vítimas em diferentes locais atingidos e transportaram cerca de 30 feridos para um hospital de campanha.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram o caixão de al-Haddad sendo carregado por ruas de Gaza durante cerimônias de despedida acompanhadas por dezenas de pessoas.
Quem era Izz al-Din al-Haddad
Conhecido como o “Fantasma de al-Qassam” pelo perfil discreto, al-Haddad comandava as Brigadas Izz al-Din al-Qassam, braço militar do Hamas.
Após a morte de outros líderes do grupo, incluindo Yahya Sinwar, Mohammed Sinwar e Mohammed Deif, ele passou a ser considerado um dos principais tomadores de decisão da organização palestina.
Cessar-fogo segue sob pressão
Mesmo com a trégua negociada pelos Estados Unidos, Israel continuou realizando ataques pontuais em Gaza, alegando combater ameaças ligadas ao Hamas.
Segundo o Ministério da Saúde palestino, mais de 850 pessoas morreram em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo em outubro.
O diplomata Nickolay Mladenov, responsável pela implementação do acordo de trégua, afirmou nesta semana que o cessar-fogo está “longe de ser perfeito”, embora tenha proporcionado “relativa estabilidade”.
Ele destacou que o desarmamento do Hamas continua sendo um dos principais obstáculos para um acordo definitivo e para a retirada completa das forças israelenses da Faixa de Gaza.






