Boletim da Fiocruz indica queda nos casos de SRAG no Acre, mas estado segue em alerta

Embora o Acre continue classificado em nível de alerta, risco ou alto risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), os números mais recentes mostram uma trajetória de queda na transmissão. As informações constam no Boletim InfoGripe da Fiocruz, publicado nesta quinta-feira (20), com dados apurados na Semana Epidemiológica 32 (de 9 a 15 de agosto).

O comportamento da doença no Acre reflete a situação geral do Brasil, apontando redução ou estabilização. A queda no estado é observada tanto na tendência de curto prazo (últimas três semanas) quanto na de longo prazo (últimas seis semanas).

Diferente de Rondônia, Piauí, Bahia e Sergipe, que apresentaram um leve aumento dos casos, o Acre não registra sinais de expansão da infecção. Outras dez unidades da federação compartilham o status de atenção no país: Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe.

Panorama em Rio Branco e no Brasil

A capital acreana, Rio Branco, não consta na lista de cidades com altos índices de SRAG associados a tendência de alta no longo prazo. Esse cenário de crescimento e alerta é verificado atualmente em quatro capitais: Aracaju, Cuiabá, Salvador e Porto Alegre. Já Belo Horizonte, Florianópolis e São Luís mantêm incidência elevada, porém sem tendência de alta contínua.

No cenário nacional, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) lidera as causas de agravamento da doença, com forte impacto sobre a população infantil. Considerando as quatro semanas epidemiológicas mais recentes, o VSR representou 44,6% dos testes positivos. Em seguida vêm o rinovírus (32,5%), a influenza B (9,7%), a influenza A (5,1%) e o causador da Covid-19, o Sars-CoV-2 (1,8%).

Desde o início do ano epidemiológico de 2026, foram contabilizadas 137.551 notificações de SRAG no território nacional, com confirmação laboratorial em 74.214 diagnósticos. Dentre os casos confirmados no ano, a prevalência dos vírus é a seguinte:

  • VSR: 42,2%
  • Rinovírus: 30,1%
  • Influenza A: 18,2%
  • Influenza B: 5,4%
  • Sars-CoV-2: 3,9%
spot_img

Notícias relacionadas:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS