Assembleia Geral da ONU reúne líderes e coloca futuro da organização em debate

A 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) começa nesta terça-feira (22), em Nova York, reunindo dezenas de chefes de Estado e de governo. O encontro segue até 28 de setembro e deve ser marcado por discursos, reuniões paralelas e debates sobre os principais temas da agenda internacional.

Entre os líderes esperados, alguns também chegam ao encontro sob pressão de disputas políticas internas. É o caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enfrentará eleições no Brasil, e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que terá eleições para o Congresso americano em novembro.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também participa da Assembleia em meio a dificuldades eleitorais em seu país, que tem eleições previstas para outubro. Outros discursos aguardados são os do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e de Delcy Rodríguez, que fará sua estreia nas Assembleias Gerais da ONU como nova líder da Venezuela.

Além dos pronunciamentos, um dos principais assuntos do encontro será o futuro da própria organização. A Assembleia também marca a despedida de António Guterres, que encerra neste ano seu segundo e último mandato como secretário-geral da ONU.

A sucessão de Guterres está entre os temas em destaque. Há uma disputa pela escolha do próximo secretário-geral e também uma pressão para que uma mulher ocupe o cargo pela primeira vez. A chilena Michelle Bachelet, que tinha apoio do Brasil e do México, desistiu da candidatura após não conseguir respaldo suficiente no Conselho de Segurança.

Atualmente, duas candidatas das Américas aparecem em posição de destaque na disputa: Rebecca Greenspan, da Costa Rica, e Carolyn Birkett, da Guiana.

Conselho de Segurança também está no centro das discussões

Outro tema que deve dominar os debates é a paralisação do Conselho de Segurança da ONU. O órgão enfrenta dificuldades para aprovar medidas relacionadas a conflitos internacionais, especialmente diante do uso do poder de veto pelos cinco membros permanentes.

No caso da guerra na Ucrânia, a Rússia veta resoluções relacionadas ao conflito. No Oriente Médio, os Estados Unidos bloqueiam resoluções que pedem medidas de paz.

A necessidade de reformar a estrutura da ONU é defendida por praticamente todos os líderes, mas não existe consenso sobre quais mudanças deveriam ser adotadas. A organização permanece dividida entre diferentes propostas para alterar seu funcionamento e ampliar sua capacidade de atuação diante das crises internacionais.

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