Alemanha estima 14 mil mortes causadas pelo calor no verão mais letal da história

A Alemanha enfrenta um dos verões mais extremos de sua história recente. Segundo estimativa do Instituto Robert Koch, agência de saúde pública do país, cerca de 14 mil pessoas morreram em decorrência das altas temperaturas registradas desde abril.

O número supera com ampla margem o recorde anterior, de aproximadamente 8,9 mil mortes relacionadas ao calor, registrado em 2018.

A semana entre 22 e 28 de junho concentrou a maior parte dos óbitos estimados. Aproximadamente 9,6 mil mortes ocorreram nesse período, quando diferentes regiões da Alemanha registraram temperaturas superiores a 41°C.

As pessoas com 75 anos ou mais foram as principais vítimas da onda de calor, devido à maior vulnerabilidade dos idosos aos efeitos das temperaturas extremas.

Mortes são calculadas por estimativa

Os números apresentados pelas autoridades são calculados a partir de estimativas de mortalidade excedente. Isso ocorre porque o calor nem sempre é registrado diretamente como causa da morte nos documentos oficiais.

Para chegar à estimativa, os especialistas comparam o número de mortes observadas em determinado período com a quantidade de óbitos esperada para aquela época do ano. São considerados fatores como temperaturas registradas e padrões históricos de mortalidade.

Onda de calor atinge a Europa

A situação na Alemanha faz parte de uma onda de calor que atingiu diversas regiões da Europa durante o verão de 2026.

Na Espanha, milhares de mortes também foram associadas às temperaturas elevadas desde o início de junho. Especialistas e autoridades vêm relacionando a intensificação e a maior frequência de episódios de calor extremo às mudanças climáticas provocadas pela atividade humana.

Além do aumento da mortalidade, períodos prolongados de temperaturas elevadas pressionam os sistemas de saúde e aumentam os riscos de desidratação, problemas cardiovasculares e outras complicações, especialmente entre idosos e pessoas com condições de saúde preexistentes.

A sequência de eventos extremos registrada nos últimos anos também tem reforçado a necessidade de ampliar medidas de adaptação das cidades e estratégias de proteção para populações mais vulneráveis diante do avanço das temperaturas.

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