O dólar fechou em queda de 0,25% frente ao real nesta terça-feira (25), cotado a R$ 5,13. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), avançou 1,56% e encerrou o dia aos 174,5 mil pontos, registrando a quinta alta consecutiva.
O desempenho positivo do mercado foi influenciado principalmente pela forte queda dos preços internacionais do petróleo, além da retomada do apetite dos investidores por ativos de risco. O barril do petróleo Brent, referência mundial, recuou 3,61% e fechou cotado a US$ 87,27. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, caiu 3,12%, para US$ 82,36.
Os investidores também acompanharam os desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã. Apesar das ameaças de novas sanções econômicas por parte do governo americano, o mercado interpretou as medidas como menos severas do que o esperado, contribuindo para a redução das pressões sobre os preços do petróleo.
No cenário internacional, as bolsas norte-americanas também encerraram o dia em alta. O índice S&P 500 subiu 0,24%, o Dow Jones avançou 0,30% e o Nasdaq, que concentra empresas de tecnologia, registrou ganho de 0,50%.
Segundo analistas do mercado financeiro, a valorização do Ibovespa foi sustentada principalmente pelo desempenho das ações de bancos e da mineradora Vale. A Petrobras, por outro lado, registrou queda acompanhando a desvalorização do petróleo.
Outro fator que contribuiu para o fortalecimento do mercado brasileiro foi a entrada de capital estrangeiro. Dados apontam ingresso de aproximadamente R$ 1,7 bilhão, interrompendo a sequência de saídas registrada ao longo de agosto.
No mercado de juros, os contratos futuros também apresentaram recuo, acompanhando a queda dos rendimentos dos títulos do governo americano. Os investidores agora aguardam a divulgação do IPCA-15 de agosto, prevista para esta quarta-feira (26), indicador considerado uma prévia da inflação oficial do país.





