A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 289,3 bilhões em julho de 2026, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (25) pela Receita Federal.
Em comparação com julho de 2025, houve crescimento real de 8,97%, já descontada a inflação. Na comparação com junho deste ano, quando a arrecadação foi de R$ 264,4 bilhões, a alta foi de 9,34%.
No acumulado de janeiro a julho, a arrecadação federal alcançou R$ 1,88 trilhão, representando aumento real de 6,98% em relação ao mesmo período do ano passado.
Arrecadação mês a mês em 2026
- Janeiro: R$ 325,7 bilhões
- Fevereiro: R$ 222,2 bilhões
- Março: R$ 229,2 bilhões
- Abril: R$ 278,8 bilhões
- Maio: R$ 266,7 bilhões
- Junho: R$ 264,4 bilhões
- Julho: R$ 289,3 bilhões
Segundo a Receita Federal, o resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação da contribuição previdenciária, além do crescimento das receitas provenientes do PIS/Cofins, do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital, do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Entre os principais destaques de julho estão:
- Receita Previdenciária: R$ 64,21 bilhões;
- IRRF sobre rendimentos de capital: R$ 13,5 bilhões;
- IRPJ e CSLL: R$ 64,92 bilhões.
A Receita também destacou a arrecadação do Imposto de Exportação sobre óleo bruto como um dos fatores que contribuíram para o desempenho positivo das receitas federais no período.





