O porta-aviões americano USS Abraham Lincoln enfrenta questionamentos após permanecer mais de 250 dias consecutivos no mar, período superior ao tempo normalmente previsto para uma missão de aproximadamente seis meses. A embarcação está mobilizada no Oriente Médio em meio às operações militares dos Estados Unidos na região.
A situação ganhou repercussão após relatos na imprensa americana sobre possíveis problemas enfrentados pelos cerca de 5 mil integrantes da tripulação, incluindo questões relacionadas à saúde mental, condições de infraestrutura e alimentação.
Diante do prolongamento da missão, os Estados Unidos decidiram deslocar o USS George Washington, que estava próximo à Malásia, para substituir o Lincoln, segundo informações divulgadas pela imprensa americana.
Relatos apontam dificuldades na embarcação
Familiares de militares teriam relatado problemas como falhas no encanamento, condições inadequadas de saneamento e escassez de alimentos. Também surgiram relatos de integrantes da tripulação enfrentando graves problemas psicológicos.
Alguns familiares chegaram a afirmar que militares estariam sendo submetidos a níveis extremos de estresse durante a longa permanência no mar.
As informações, porém, são contestadas pelo governo americano. O presidente Donald Trump minimizou os questionamentos e afirmou que o período de permanência não seria suficiente para caracterizar uma situação excepcional.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também classificou os relatos como “completamente distorcidos”.
O senador Ruben Gallego, por outro lado, contestou a versão do governo e afirmou ter recebido mensagens de familiares de militares relatando dificuldades enfrentadas pela tripulação.
Missão foi prolongada após deslocamento para o Oriente Médio
O USS Abraham Lincoln é um porta-aviões da classe Nimitz, uma das principais classes de porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos.
A embarcação foi adquirida pela Marinha americana em 1984 e deixou a Califórnia em novembro, inicialmente com destino ao Mar da China Meridional. Posteriormente, foi redirecionada para o Oriente Médio antes dos ataques americanos contra o Irã, em fevereiro.
Desde então, permanece na região em uma missão que se estendeu muito além do período inicialmente esperado para a tripulação.
A chegada do USS George Washington deverá permitir a substituição do Lincoln e oferecer uma oportunidade para o retorno da tripulação após meses de operações contínuas.





