Tifanny critica decisão da CBV e afirma: “Não vou me calar”

A jogadora Tifanny, do Osasco, se manifestou neste domingo (16) após a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciar uma nova política de elegibilidade para as competições femininas. A entidade passou a limitar a participação na categoria a atletas do sexo biológico feminino.

Em publicação nas redes sociais, a atleta afirmou que a medida representa um retrocesso e disse que pretende tomar medidas para continuar defendendo sua permanência no esporte.

Segundo Tifanny, a decisão não afeta apenas sua carreira, mas também o clube que defende, torcedores, patrocinadores e pessoas que se inspiram em sua trajetória.

“O voleibol é a minha vida e o meu trabalho. A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos.”

A jogadora também afirmou que não pretende permanecer em silêncio diante da mudança.

“Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão.”

Osasco manifesta apoio à jogadora

O Osasco, clube de Tifanny desde 2021, também se posicionou sobre a decisão. Em nota, a equipe afirmou ter recebido a informação sobre a nova política com surpresa e destacou que a normativa teria sido elaborada sem participação ou consulta prévia ao clube.

O departamento jurídico da equipe avalia as regras para definir quais medidas poderão ser adotadas.

O clube reafirmou ainda seu apoio à jogadora e destacou o compromisso com o respeito e a valorização das pessoas que fazem parte de sua história.

A nova política da CBV gerou repercussão no cenário esportivo e abriu uma discussão sobre os critérios de elegibilidade para atletas trans nas competições de vôlei feminino.

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