Quantidade de cápsulas recolhidas pela Polícia Civil indica que autor do atentado teria recarregado a arma antes de se entregar às autoridades
Um novo dado revelado pelas investigações sobre o ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, trouxe mais detalhes sobre a dinâmica da tragédia que chocou o Acre. Conforme informações confirmadas pela Polícia Civil, a perícia recolheu cerca de 20 cápsulas de munição deflagradas no local do crime.
O material foi coletado ainda no dia do atentado por equipes da Polícia Científica e investigadores responsáveis pelo caso. A quantidade de cápsulas encontradas reforça a hipótese de que o adolescente de 13 anos, apontado como autor dos disparos, conseguiu realizar a troca do carregador da arma e continuar atirando.
Inicialmente, as informações divulgadas indicavam que o jovem não teria conseguido recarregar o armamento antes de abandonar a ação. Com os resultados periciais, essa versão passou a ser revista pelas autoridades.
O ataque ocorreu em 5 de maio deste ano, quando o adolescente entrou armado na instituição de ensino e efetuou disparos contra funcionários e estudantes. Duas inspetoras de corredor morreram ainda no local: Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37.
Outras duas vítimas — uma estudante de 11 anos e uma funcionária da escola — ficaram feridas e foram socorridas para atendimento médico.
Após o atentado, o adolescente deixou a escola e seguiu até o Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, localizado nas proximidades, onde se apresentou espontaneamente às autoridades.
Desde então, a Polícia Civil mantém as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso. Equipamentos eletrônicos apreendidos durante as diligências seguem sendo analisados, com o objetivo de reunir elementos que ajudem a compreender as circunstâncias e possíveis motivações do ataque.
A tragédia provocou forte comoção no estado e resultou em uma série de medidas voltadas à segurança escolar, incluindo reforço do policiamento, instalação de equipamentos de monitoramento, apoio psicológico à comunidade escolar e a criação de um comitê estadual voltado à prevenção da violência nas escolas.
Recentemente, a Assembleia Legislativa do Acre também aprovou uma indenização especial destinada aos familiares das duas servidoras que perderam a vida durante o atentado.
Com informações: Contilnet






