Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (19) aponta que a maioria dos brasileiros considera importante ampliar a representatividade no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados afirmaram ser “muito importante” que uma mulher ocupe uma vaga na Corte.
Outros 18% disseram considerar o critério “um pouco importante”, enquanto 27% responderam que isso “não é nada importante”.
Quando o tema é representatividade racial, 46% dos brasileiros afirmaram ser muito importante que uma pessoa negra ocupe uma cadeira no STF. Para 16%, o fator é pouco importante, enquanto 34% consideram que não tem relevância.
Atualmente, o Supremo conta com apenas uma mulher entre os ministros, Cármen Lúcia, além de dois integrantes que se declaram pardos: Kassio Nunes Marques e Flávio Dino.
Eleitores divergem sobre critérios
Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 64% consideram muito importante a indicação de uma mulher para o STF, enquanto 60% defendem a escolha de uma pessoa negra.
Já entre apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL), 41% avaliam como muito importante a presença feminina na Corte, e 35% apontam a importância de um ministro negro.
A pesquisa também avaliou outros critérios considerados relevantes pela população na escolha de ministros do STF. Para 46% dos entrevistados, é muito importante que o indicado seja religioso.
Além disso, 85% afirmaram que ter amplo conhecimento jurídico é essencial para ocupar uma vaga no Supremo.
Independência e afinidade política
O levantamento mostra ainda que 51% acreditam ser muito importante que o ministro tenha lealdade ao presidente que o indicou. Outros 47% defendem afinidade política com deputados e senadores.
Por outro lado, 64% afirmaram que os ministros do STF devem atuar de forma independente de políticos e partidos.
Rejeição de Jorge Messias
O Datafolha também perguntou aos entrevistados sobre a rejeição, pelo Senado, do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para uma vaga no STF.
Segundo a pesquisa, 59% disseram não ter conhecimento sobre o caso. Entre os que souberam da rejeição, 53% afirmaram que o episódio enfraqueceu o governo federal, enquanto 36% disseram que não houve impacto. Apenas 7% acreditam que a situação fortaleceu a gestão.
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios brasileiros, entre os dias 12 e 13 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00290/2026.






