A informalidade segue ocupando grande espaço no mercado de trabalho do Acre. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua, mostram que mais de 150 mil trabalhadores atuavam sem carteira assinada ou sem registro de CNPJ no primeiro trimestre de 2026.
Entre os principais grupos identificados pela pesquisa estão os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada, que somavam cerca de 60 mil pessoas no período analisado.
O levantamento também aponta que aproximadamente 54 mil acreanos trabalhavam por conta própria sem CNPJ. Já o número de trabalhadores domésticos sem carteira assinada chegou a 16 mil no estado.
Além disso, os dados mostram a existência de 19 mil trabalhadores do setor público sem carteira assinada e cerca de três mil empregadores sem registro de CNPJ.
Os números revelam que uma parcela significativa da população ocupada no Acre ainda trabalha sem vínculos formais, sem acesso garantido a direitos trabalhistas e proteção previdenciária.
Apesar do cenário, a pesquisa também identificou crescimento no número de trabalhadores formais em alguns setores. O total de empregados do setor privado com carteira assinada aumentou de 88 mil para 91 mil em apenas três meses.
Entre os trabalhadores autônomos formalizados, o número de pessoas com CNPJ também cresceu, passando de cinco mil para sete mil no período analisado.
Segundo a PNAD Contínua, o Acre contabilizava 322 mil pessoas ocupadas no primeiro trimestre deste ano. O comércio permaneceu entre os setores que mais empregam no estado, com cerca de 60 mil trabalhadores, enquanto as áreas de administração pública, saúde e educação reuniam aproximadamente 86 mil ocupados.
A pesquisa também registrou aumento na taxa de desemprego no Acre, que subiu de 6,4% para 8,2% no início de 2026.






