Vereador Belo é alvo de investigação do MP e da Polícia Federal por contrato de locação em Porto Walter

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Mais uma investigação envolvendo agentes políticos de Porto Walter está no radar dos órgãos de controle. Desta vez, o foco das apurações recai sobre o vereador Radi Teles Cameli, conhecido como Belo, em um procedimento conduzido pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e pela Polícia Federal.

A apuração envolve o Contrato nº 029/2025, firmado pela Prefeitura de Porto Walter para a locação de um imóvel destinado ao funcionamento da Secretaria Municipal de Educação. O contrato prevê pagamento mensal de R$ 9.450 à proprietária do imóvel, Tatiane Almeida Cameli, filha do parlamentar.

De acordo com o Relatório de Comunicação de Atividades Atípicas (COAT nº 037/2025), os órgãos de controle identificaram elementos que justificam o aprofundamento das investigações. Entre os pontos levantados está o vínculo familiar entre a contratada e o vereador, situação que será analisada à luz do artigo 48 da Lei Orgânica do Município, que estabelece restrições para determinadas contratações envolvendo parlamentares.

Outro aspecto apontado pelos investigadores é a ausência da certidão de matrícula do imóvel na documentação apresentada, documento considerado essencial para comprovar a propriedade do bem objeto da locação.

O relatório encaminhado pelo Ministério Público destaca que os fatos analisados podem indicar possível afronta aos princípios da Administração Pública, razão pela qual o procedimento segue em tramitação para coleta de novas provas.

Caso seja constatada alguma irregularidade e a Justiça reconheça eventual dano ao erário, os responsáveis poderão ser obrigados a ressarcir os cofres públicos, além de responder às sanções previstas na legislação.

O Juruá Online buscou contato com o vereador Belo, que não se manifestou até o momento. O espaço segue aberto para pronunciamento.

Procurada pela reportagem, a assessoria da Prefeitura de Porto Walter informou, por mensagem, que “a Prefeitura está contribuindo com as investigações”.

Até o momento, não há decisão judicial que reconheça a prática de qualquer irregularidade ou responsabilização dos investigados.

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