A Ucrânia não conseguiu interceptar nenhum dos 23 mísseis balísticos lançados pela Rússia durante um ataque realizado na madrugada desta segunda-feira (6), segundo informações divulgadas pela Força Aérea ucraniana. A ofensiva atingiu a capital Kiev e deixou pelo menos 18 mortos, além de dezenas de feridos.
De acordo com autoridades locais, o sistema de defesa aérea do país enfrentou dificuldades para conter a nova onda de bombardeios, evidenciando a escassez de interceptadores fornecidos pelos Estados Unidos. Além dos mísseis balísticos, a Rússia também utilizou drones no ataque.
A ofensiva ocorre em meio à intensificação da campanha aérea russa em 2026, enquanto os avanços das tropas de Moscou no campo de batalha seguem em ritmo mais lento.
O ataque aconteceu às vésperas da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que será realizada nesta semana em Ancara, na Turquia. Durante o encontro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá se reunir com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em mais uma tentativa de buscar uma solução para o conflito, que já entra em seu quinto ano.
Escassez de interceptadores preocupa Kiev
O presidente ucraniano voltou a pedir reforço no fornecimento de interceptadores para o sistema Patriot, considerado atualmente a principal defesa da Ucrânia contra mísseis balísticos russos.
Desenvolvido pela empresa norte-americana Raytheon Technologies, o Patriot é um dos sistemas de defesa aérea mais avançados do mundo. Sua função é rastrear e destruir ameaças aéreas antes que atinjam seus alvos.
Segundo Zelensky, a falta desses equipamentos aumenta a vulnerabilidade das cidades ucranianas.
“Enquanto os mísseis Patriot permanecerem nos estoques de nossos aliados, a Rússia só se sentirá encorajada a continuar destruindo edifícios residenciais. Os Estados Unidos e a Europa têm o poder de deter esse terror”, afirmou o presidente em publicação na rede social X.
Mortos e destruição
As equipes de resgate continuaram os trabalhos durante toda a manhã desta segunda-feira em áreas atingidas pelos bombardeios.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que pelo menos 12 pessoas morreram na capital e mais de 50 ficaram feridas. Entre as vítimas está uma família inteira, composta por pai, mãe e filho, retirada dos escombros de um edifício destruído, segundo o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha.
O novo ataque ocorre poucos dias após outro bombardeio russo contra Kiev, registrado em 2 de junho, que deixou 31 mortos e foi considerado o mais letal do ano na capital ucraniana.
Com informações da Reuters.






