A Polícia Civil segue investigando um suposto esquema de golpe financeiro que teria sido aplicado por uma empresária conhecida na cidade — proprietária de uma academia — junto com o marido, que é militar. O caso, que inicialmente mobilizou diversas vítimas, começa agora a enfrentar um movimento inesperado: a desistência de denúncias e representações.

De acordo com os relatos feitos à Polícia, os valores supostamente entregues ao casal variam muito, indo de quantias pequenas a cifras que ultrapassam centenas de milhares de reais. As denúncias apontam que o dinheiro seria destinado a investimentos com promessa de lucro rápido, além de empréstimos que não teriam sido quitados. Em alguns casos, as vítimas relatam ter sido atraídas por uma possível “plataforma de investimentos”; em outros, tratava-se de pedidos de empréstimos que nunca foram pagos.
📌 Investigações complexas e lentas
O delegado Lidomar Ventura explica que o caso exige uma análise minuciosa.
Segundo ele, não se trata de uma situação única para todas as vítimas, o que torna a investigação bem mais complexa.
Ele destaca que há boletins de ocorrência que mencionam empréstimos e outros que falam em uma suposta pirâmide financeira. “Essas pessoas estão sendo chamadas a apresentar documentos e comprovantes dessas movimentações. A grande maioria fez apenas acordos verbais, o que dificulta ainda mais entender como tudo era negociado”, afirmou.
O próximo passo da Polícia é avançar para uma investigação financeira, para identificar de que forma essas operações foram realizadas e se há elementos que caracterizem estelionato.
📌 Acusada ainda não foi ouvida
Um ponto que chama atenção é que a empresária investigada ainda não prestou depoimento.
Segundo o delegado, isso ocorre porque ela estaria emocionalmente abalada — condição comprovada por recomendação médica. “Temos que ouvir a pessoa quando ela estiver em condições emocionais de responder”, explicou.
📉 Desistências começam a surgir
Outro fato que tem impactado o andamento das investigações é o número crescente de pessoas que estão retornando à delegacia para desistir da representação. Segundo o delegado, algumas vítimas relataram ter feito acordos com a acusada.
Como o crime de estelionato só prossegue mediante representação, cada desistência significa a retirada de uma possível denúncia formal.
Até agora, pelo menos três pessoas já voltaram atrás. “No início, tivemos cerca de 11 registros. Depois surgiram mais três vítimas, mas com as desistências acabamos retornando ao mesmo número inicial”, relatou o delegado.
⚠️ Pirâmide? Plataforma? Nada confirmado até agora
O delegado também ressaltou que, apesar das menções a uma suposta pirâmide financeira, até o momento não há confirmação de que essa plataforma exista.
Ele afirma que a Polícia busca descobrir a origem desse suposto investimento, já que nenhuma evidência concreta foi encontrada até agora.“Fala-se em plataforma de investimento. Oficialmente, essa pirâmide não existe. Estamos investigando a origem dessa informação”, disse.
🔍 Caso segue aberto
As investigações continuam, caso a caso, para identificar se houve ou não conduta que caracterize o crime de estelionato. Caso sejam encontrad os elementos suficientes, a empresária poderá ser indiciada.
Enquanto isso, a movimentação das vítimas — entre denúncias, acordos e desistências — e o fato de a acusada ainda não ter sido ouvida deixam o caso ainda mais envolto em dúvidas.





