Senadores republicanos criticam possível acordo de Trump com o Irã e veem sinal de fraqueza

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta resistência dentro do próprio Partido Republicano após sinalizar avanço nas negociações para um acordo com o Irã que colocaria fim ao conflito iniciado há quase três meses.

Aliados próximos do presidente no Senado demonstraram preocupação com possíveis concessões ao regime iraniano, avaliando que o entendimento pode fortalecer Teerã politicamente e ampliar sua influência no Oriente Médio.

Entre os críticos estão os senadores Lindsey Graham e Ted Cruz, conhecidos por posições duras na política externa americana.

Segundo informações divulgadas sobre as negociações, mediadas pelo Paquistão, o esboço do acordo prevê:

  • manutenção do cessar-fogo;
  • reabertura do Estreito de Ormuz;
  • descongelamento gradual de ativos iranianos;
  • redução parcial de sanções econômicas;
  • limitações ao programa nuclear iraniano.

O principal incômodo entre parlamentares republicanos é que o possível acordo não incluiria a chamada “rendição incondicional” do Irã, defendida por Trump no início da guerra, nem a derrubada do regime islâmico ou a eliminação total do programa nuclear do país.

Lindsey Graham afirmou que um entendimento nessas condições pode fazer o Irã ser visto como potência dominante na região.

“Se um acordo for firmado porque se acredita que o Estreito de Ormuz não pode ser protegido do terrorismo iraniano, então o Irã será percebido como uma força dominante que exige uma solução diplomática”, declarou o senador.

Ted Cruz também criticou duramente a possibilidade de flexibilização das sanções.

“Se o resultado disso for um regime iraniano recebendo bilhões de dólares, enriquecendo urânio e mantendo controle sobre o Estreito de Ormuz, então isso será um erro desastroso”, escreveu.

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã já dura 87 dias e provocou tensão nos mercados internacionais, principalmente por causa dos riscos ao fornecimento de petróleo na região do Golfo Pérsico.

Diante da pressão de aliados e da rejeição de parte da população americana ao conflito, Trump reduziu o tom otimista sobre um acordo imediato e afirmou que não pretende aceitar um “mau negócio” nas negociações.

O possível entendimento diplomático divide setores republicanos entre aqueles que defendem encerrar rapidamente a guerra e os que consideram qualquer concessão ao Irã uma demonstração de fraqueza estratégica dos Estados Unidos.

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