Redação Juruá Online
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) recorreu da decisão judicial que concedeu prisão domiciliar a uma mulher acusada de envolvimento na execução de João Vitor da Silva Borges, de 21 anos, em Cruzeiro do Sul. O crime, ocorrido no bairro Saboeiro, é atribuído a integrantes de uma organização criminosa.
Segundo as investigações da Polícia Civil, a mulher, amiga da vítima, desempenhou um papel crucial no crime ao atrair João Vitor para uma emboscada. Seu corpo foi encontrado às margens do Rio Juruá, próximo ao município de Guajará, no Amazonas, com as mãos amarradas para trás e diversas perfurações de faca nas costas.
Durante a audiência de custódia, o MPAC solicitou a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, mas a Justiça decidiu conceder a prisão domiciliar, levando o órgão ministerial a recorrer da decisão. O MPAC considera a gravidade do crime e os riscos envolvidos na permanência da acusada fora do sistema prisional.
Além da medida judicial, o Ministério Público instaurou um procedimento administrativo para acompanhar o andamento das investigações sobre o caso, reforçando o compromisso com a elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.
Relembre o caso
A Polícia Civil do Acre confirmou, no dia 12, que o corpo encontrado às margens do Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, na terça-feira, 11, pertencia a João Vitor, desaparecido desde o sábado, 8. Conforme apurações, ele foi atraído ao local do crime por uma amiga, sendo posteriormente entregue a criminosos que o submeteram a um “tribunal do crime”, resultando em sua execução brutal.
O desaparecimento começou a ser investigado no domingo, 9, após informações divulgadas nas redes sociais. Na segunda-feira, 10, um Boletim de Ocorrência foi registrado, intensificando as buscas pela vítima. O delegado Heverton Carvalho, responsável pelo caso, relatou que a Polícia Civil já estava em campo desde a noite de domingo realizando buscas.
Na terça-feira, 11, três pessoas foram presas, incluindo a mulher acusada de atrair João Vitor ao local onde foi assassinado. “Ela teve papel determinante ao chamar a vítima e entregá-la aos criminosos”, afirmou o delegado. Além disso, as investigações indicam que o crime aconteceu em um local distinto de onde o corpo foi localizado, sugerindo a participação de outros envolvidos.






