O advogado Ruan de Mesquita Amorim, padrasto do adolescente de 13 anos apontado como responsável pelo ataque que matou duas servidoras do Instituto São José, em Rio Branco, afirmou nesta sexta-feira (8) estar emocionalmente abalado e negou ter feito ameaças à escola antes da tragédia ocorrida na última terça-feira (5).
Em entrevista à TV5, Ruan declarou que nunca entrou na unidade escolar e rebateu informações de que teria procurado integrantes da coordenação da instituição.
“Eu nunca adentrei naquele estabelecimento, nunca ultrapassei os limites daquele muro. Se buscarem as imagens das câmeras de segurança, vão ver que eu nunca entrei naquele local”, afirmou.
O advogado também alegou que não possuía legitimidade para tratar de questões escolares envolvendo o adolescente, por não ser o pai biológico do jovem.
“Eu não posso chegar na escola e reclamar de um filho que não é meu. Qual seria a lógica de ameaçar uma coordenadora? Isso é irracional”, declarou.
Segundo Ruan, o adolescente nunca apresentou sinais de agressividade ou sofrimento psicológico dentro de casa e jamais teria relatado episódios de bullying.
“Ele era obediente, tranquilo, não demonstrava sofrimento. Nunca reclamou da escola, nunca falou sobre bullying ou qualquer outro problema”, disse.
O padrasto confirmou ainda que a pistola calibre .380 utilizada no ataque era de sua propriedade legalizada. Segundo ele, a arma permanecia guardada em um quarto trancado.
“Estava no meu quarto, religiosamente trancado toda vez que saíamos de casa. Até hoje eu não sei como ele teve acesso à arma”, afirmou.
Ruan contou que, ao receber a notícia sobre o ataque, correu até a escola acreditando inicialmente que o adolescente pudesse estar entre as vítimas.
“Quando cheguei e vi a movimentação, soube que tinha ocorrido um ataque. Ainda assim, imaginei que ele pudesse ser uma vítima. Fui desesperado buscar informações”, relatou.
Ele também afirmou que colaborou com as investigações desde o início e autorizou buscas na residência da família.
“Eu não tinha nada a esconder. Fiz questão de abrir minha casa para a polícia. O quarto estava trancado exatamente como eu havia deixado”, declarou.
Ao final da entrevista, o advogado manifestou solidariedade às famílias das vítimas e disse esperar o esclarecimento completo do caso.
“Eu sei que o sofrimento maior é das famílias que perderam seus entes queridos, mas eu também estou sofrendo. Nada justifica o que aconteceu”, concluiu.
Com informações do ac24horas






