MDB e PL se unem em bloco para marcar posição na sucessão estadual

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As lideranças do MDB, tendo o grupo dos chamados “cabeças brancas” à frente; e o PL do senador Márcio Bittar, se reuniram e deliberaram atuar em bloco no decorrer das eleições. A decisão surgiu de descontentamentos e pela hegemonia da federação PP-UB na participação no governo. O PL, se sente desconfortável com a retirada de candidatos da sua chapa para deputado federal e a tentativa de diminuir a chapa para a ALEAC. O PL viu como uma agressão partidária, a demissão de um cargo na Secretaria de Saúde, da presidente do partido em Cruzeiro do Sul, a ex-vereadora Lucila Brunetta. O MDB quer se precaver para combater qualquer tentativa de tirar a médica Jéssica Sales (MDB) do espaço de vice, como defendem alguns grupos evangélicos ligados ao governo. Ontem, os dois partidos soltaram uma nota conjunta com redação rebuscada, mas que no fundo quer dizer: quem mexer com os interesses do PL e do MDB, terá reação em conjunto dos dois partidos. Para bom entendedor, meia palavra basta.

NÃO FOI INDICAÇÃO

Sobre os amplos espaços do ex-deputado Ney Amorim (MDB) no governo, importante membro do MDB esclareceu ontem, que os espaços foram conquista pessoal de Ney, e não foram fruto de indicação partidária. E que o MDB defende um único ponto: a participação na chapa de Mailza ao governo, indicando a médica Jéssica Sales (MDB) de vice.

TUDO CAMINHA

Pelo que ouço de políticos ligados ao senador Alan Rick (Republicanos), o mais cotado para ser o seu vice na chapa é mesmo o empresário Rico Leite. O Alan não se pronunciou a respeito, mas o nome do empresário é o favorito disparado na simpatia do seu grupo.

PERDEU

Quem apostou contra que o Tião Bocalom (PSDB) não teria coragem de deixar a PMRB e ser candidato ao governo, errou feio. Não só saiu do mandato, mas também começará a sua peregrinação por alianças e votos, amanhã, na região do Juruá. Para onde parte cedo pela BR-364.

OBJETIVO IMPORTANTE

Ao destinar uma emenda para ajudar no trabalho das ações de saúde do Navio Hospital Doutor Montenegro na Amazônia, o deputado federal José Adriano (PP) permite que se amplie o número de atendimentos nas comunidades ribeirinhas do estado.

DEVERIA SER DE TODOS

Essa luta do deputado José Afonso (UB) de buscar meios de reduzir o preço das passagens para o Acre, deveria ser em bloco dos deputados federais e senadores do estado. Uma passagem ida e volta à Cruzeiro do Sul chega a custar 6 mil reais. A abertura do espaço aéreo do Acre para companhias de aviação de outros países, é uma das sugestões defendidas pelo parlamentar para reduzir as tarifas, com o aumento da concorrência. Não pode continuar como se encontra.

NÃO MUDA NADA

A enxurrada de demissões e nomeações de ocupantes de cargos de confiança na Saúde por indicação política, não muda em nada em relação aos servidores, que continuam descontentes sem o que seria a sua maior conquista, o PCCR da categoria.

NOTA DO MDB-PL

“Dirigentes do PL e MDB do Acre reuniram-se e trouxeram à luz a idéia de firmar uma aliança política. De natureza pragmática – a aliança informal pela legislação vigente – terá a responsabilidade de patrocinar um debate meticuloso com a sociedade civil e a sociedade política sobre os rumos que levam às trilhas do desenvolvimento econômico e social do Acre. Torna-se imprescindível, também, convidar outras forças políticas, da aliança geral em que os dois partidos estão inseridos, para comporem a luta pela conquista de tão nobre objetivo. Do ponto de vista eleitoral, é de se esperar que esta aliança nascente seja capaz de auxiliar na promoção das chapas majoritárias e proporcionais da aliança maior. As duas agremiações se submeterão ao escrutínio de suas próprias e adequadas instâncias partidárias esta posição, no sentido de emprestar mais ampla legitimidade ao evento”. Assinam a nota o presidente do MDB, Vagner Sales; e o presidente do PL, Márcio Bittar.

TRADUZINDO PARA O POPULAR

Sobre a Nota do PL e MDB, entenda-se, no popular: mexeu com um, mexeu com o outro. E com isso o Márcio Bittar (PL) passa a ser o candidato a senador do MDB, na disputa de uma das duas vagas abertas.

FORAM FUNDAMENTAIS

O governador Gladson Cameli teve vitórias seguidas na sua vida partidária, por dois motivos: a sua empatia com o eleitor e ter equipe de campanha competente. A boa articulação política é fundamental numa disputa majoritária.

SEDIMENTAR O FUTURO

O prefeito Alysson Bestene, ao focar sua atuação na recuperação das ruas de Rio Branco e manter funcionando os serviços essenciais, ele atua para sedimentar sua gestão com boa aceitação e abrir caminho para disputar a reeleição num bom patamar de popularidade.

TEM SUAS RAZÕES

O candidato ao governo, Tião Bocalom (PSDB), tem razão de desconfiar de pesquisas regionais; porque toda vez que o apontaram como perdedor (vide última disputa na capital), acabou como vencedor. E quando o deram como sem chance em outras campanhas, bateu na trave e perdeu por pouco.

ACORDOS FORA DE ESQUERDA

O ex-governador Jorge Viana vem amarrando apoios importantes à sua candidatura ao Senado de setores conservadores, que estão além dos muros do PT. O fato de serem duas as vagas em disputa, facilita este tipo de aliança.

PUXADORES DE VOTOS

A chapa de candidatos a deputado estadual pelo MDB, deve chegar a conquistar três vagas na ALEAC. Tem puxadores de votos como os deputados Tanízio Sá, Luiz Gonzaga, Antônia Sales e o ex-prefeito Marcus Alexandre.

FRASE MARCANTE

“A vida só pode ser compreendida olhando para trás, mas só pode ser vivida olhando para a frente”. Kierkegaard.

Por: Blog do Crica

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