Jovem indígena do Acre integra delegação brasileira em programa da ONU na Suíça

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O acreano Samuel Arara, de 25 anos, integrante do povo Shawãdawa (Arara), foi selecionado para representar o Brasil no Programa de Bolsas para Povos Indígenas do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), realizado em Genebra, na Suíça, entre os dias 21 de junho e 19 de julho.

Natural de Porto Walter, no interior do Acre, Samuel cursa Engenharia Florestal na Universidade Federal do Acre (Ufac) e atua como ambientalista, articulador e comunicador indígena. Ele foi um dos nove brasileiros escolhidos para participar da iniciativa, voltada a lideranças indígenas envolvidas na defesa dos direitos humanos, movimentos sociais e organizações comunitárias.

Segundo o jovem, a participação no programa representa não apenas uma conquista pessoal, mas também coletiva.

“Não se trata apenas de uma conquista individual, é uma conquista coletiva e também a oportunidade de levar a voz dos povos indígenas do Acre, da Amazônia e da juventude indígena brasileira para um dos principais espaços internacionais de defesa dos direitos humanos”, afirmou.

Antes da etapa internacional, os participantes passaram por uma formação na Universidade de Brasília (UnB), entre os dias 8 e 19 de junho. O treinamento reuniu representantes de instituições como ONU Brasil, Funai, APIB, CIMI, UNESCO, Procuradoria-Geral da República e Defensoria Pública da União.

Em Genebra, os participantes recebem capacitação sobre os mecanismos da ONU voltados à promoção e proteção dos direitos humanos, com foco especial nos direitos dos povos indígenas. Entre os temas abordados estão convenções internacionais, órgãos de tratados, procedimentos especiais e instrumentos de incidência internacional.

Ao todo, 37 representantes de diferentes regiões socioculturais indígenas do mundo participam do programa. Para Samuel, o encontro permite a troca de experiências entre povos que enfrentam desafios semelhantes relacionados à proteção dos territórios, preservação cultural, participação política e defesa dos direitos coletivos.

O acreano também destacou a importância da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante direitos fundamentais aos povos indígenas, incluindo a consulta livre, prévia e informada sobre medidas ou empreendimentos que possam afetar seus territórios.

Após o encerramento do programa, os participantes deverão compartilhar os conhecimentos adquiridos com suas comunidades e organizações, fortalecendo a defesa dos direitos indígenas e ampliando a participação dos povos originários nos espaços de decisão.

Com informações do g1 Acre.

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