A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 354,5 milhões de toneladas em 2026, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se confirmada, a projeção representará um novo recorde para a agricultura nacional.
O levantamento referente a setembro aponta um aumento de 0,4%, equivalente a 1,6 milhão de toneladas, em relação à estimativa de agosto. Na comparação com 2025, quando o país produziu 346,1 milhões de toneladas, o crescimento previsto é de aproximadamente 2,4%.
O principal destaque é a soja, cuja produção deve atingir 175 milhões de toneladas, alta de 5,4% em relação ao ano passado. Caso o resultado se confirme, será o maior volume já registrado na série histórica do IBGE.
Outras culturas também apresentam perspectivas de crescimento. A produção de sorgo deve aumentar 11%, enquanto a de milho tem previsão de alta de 1,1%. Para o milho, a estimativa considera um avanço de 15,5% na primeira safra e uma redução de 2% na segunda.
Por outro lado, algumas culturas devem registrar queda na produção em 2026. A estimativa aponta redução de 24% para o trigo, 11,4% para o arroz em casca, 6,6% para o feijão e 3,9% para o algodão herbáceo em caroço.
O desempenho do setor agropecuário tem peso relevante na economia brasileira. Em 2025, a atividade registrou crescimento de 11,7% em relação ao ano anterior. Para 2026, o Banco Central projeta expansão de 2,8% para a agropecuária, conforme o Relatório de Política Monetária.





