Hamas agradece a Lula por defesa dos palestinos durante discurso na ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a abordar a situação na Faixa de Gaza durante seu discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada nesta terça-feira (22), em Nova York. Na fala, Lula criticou as ações do governo de Benjamin Netanyahu e também condenou os ataques cometidos pelo Hamas contra civis israelenses.

Apesar das críticas ao grupo, a manifestação de Lula foi elogiada por um representante político do Hamas no Irã. Em declaração enviada à imprensa, Khaled Qaddoumi classificou como “positiva” a postura do presidente brasileiro e afirmou que Lula estaria “do lado certo da história”.

“Essa é uma postura positiva por parte de um grupo de países que aponta para a direção certa, para o bem da humanidade. Netanyahu e outros criminosos de guerra são declarados uma ameaça à humanidade e a principal causa da instabilidade e da falta de segurança em nível global”, afirmou Qaddoumi.

O representante do Hamas também disse considerar Lula um defensor dos direitos dos palestinos e afirmou que o presidente brasileiro estaria “em harmonia consigo mesmo, tanto como ser humano quanto como defensor dos direitos dos palestinos”.

Durante o discurso na ONU, Lula afirmou que palestinos carregariam por gerações as consequências do conflito e responsabilizou o governo Netanyahu pelo que classificou como “genocídio” em Gaza. Ao mesmo tempo, afirmou que civis israelenses também pagaram o preço dos “atos terroristas do Hamas”.

Conflito em Gaza

A guerra na Faixa de Gaza começou após os ataques do Hamas contra Israel, em outubro de 2023, que deixaram cerca de 1,2 mil mortos e resultaram no sequestro de 251 pessoas, segundo os dados apresentados na matéria.

Em resposta, Israel iniciou uma operação militar em Gaza com o objetivo declarado de desmantelar o Hamas. O conflito provocou ampla destruição, elevado número de mortes e deslocamento da população palestina.

Na abertura da Assembleia Geral, Lula também criticou os assentamentos israelenses na Cisjordânia e defendeu a solução de dois Estados como caminho para que israelenses e palestinos possam viver em segurança.

A situação de Gaza esteve entre os principais temas discutidos na abertura da 81ª sessão da Assembleia Geral. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também destacou a dimensão humanitária do conflito e defendeu o fim dos combates, a entrada de ajuda humanitária e o cumprimento do direito internacional.

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