Redação Juruá Online
Após uma longa preparação e séries de testes, uma equipe composta por alunos do terceiro ano do ensino médio do Instituto Santa Terezinha, localizado em Cruzeiro do Sul, está se preparando para uma viagem à cidade de Barra do Piraí, no Rio de Janeiro. Eles estarão presentes na Jornada da Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog), uma competição que reúne estudantes de todos os estados brasileiros e que será realizada entre os dias 28 e 31 de agosto.
A competição proporciona aos alunos uma experiência prática na construção de seus próprios foguetes, incorporando conceitos astronômicos, aeronáuticos, além de princípios das áreas de física e química. Promovida pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), a competição desafia os alunos a construir e lançar foguetes que alcancem a maior distância possível; alguns recordes de velocidade na competição chegaram a atingir 300 km/h. Esse desempenho é possível através de uma plataforma de lançamento eficiente e um sucesso na reação química.
Podem participar da competição alunos de escolas públicas e privadas, abrangendo desde o primeiro ano do ensino fundamental até o último ano do ensino médio.
Os três estudantes que representarão Cruzeiro do Sul no Rio de Janeiro se juntarão a mais de 240 estudantes e professores de todo o Brasil, e eles relatam que seus testes estão superando as expectativas. Eles estão sob a supervisão do professor de Física, Rainner Carvalho. O professor relata que em 2022 teve a iniciativa de promover uma competição interna entre as turmas do IST, a qual denominou de “Olimpíadas de Foguete”, visando aprimorar o espírito competitivo e o trabalho em equipe dos alunos. Essa competição interna ajudou os estudantes a se prepararem melhor para a participação nacional na MogFog em 2023.
Humberto Frota, Tarcio Moura e Artur Cavalcante, os estudantes participantes, conseguiram atingir uma marca de mais de 100 metros em seus lançamentos, o que lhes garantiu uma carta-convite para a etapa nacional. Tarcio Moura, um dos alunos, comenta: “Comparando com as médias das edições anteriores, nossa média de 160 metros é muito boa.”
O aluno Humberto Frota, membro da equipe, relata que um dos motivos para participar da MobFog foi a ajuda em se desenvolver na área da iniciação científica. Eles se sentiram motivados a estudar pesquisas visando alcançar o melhor desempenho possível.
Processo de construção do foguete:
Artur Cavalcante, um dos estudantes e membro da equipe, explica que a base é montada utilizando canos de PVC, além de contar com dois registros para liberar pressão em caso de o foguete não decolar, e outro para liberar o arpão. Além disso, um medidor de pressão é usado para determinar o momento ideal para puxar a corda. O foguete é montado utilizando uma garrafa PET reciclável.



Processo de lançamento:
Para a propulsão, é aproveitada a força de empuxo gerada a partir do gás resultante da reação química entre vinagre e bicarbonato de sódio. Os vencedores serão determinados por meio de uma combinação ideal entre o volume do material, a quantidade e o tamanho das aletas, o ângulo de lançamento, a direção do vento, o tamanho e o peso do foguete. Tanto na Jornada quanto na Mostra, a mistura química de vinagre com bicarbonato de sódio é usada como combustível.
Genivaldo Moreira, um dos pais dos alunos, professor e matemático, comenta que o projeto contribui para a formação de novos estudantes com um pensamento científico, dano apoio e incentivo ao filhos para a participação na competição.
O que começou como uma competição escolar de caráter lúdico se transformou em uma oportunidade de participação memorável na olimpíada nacional, que certamente contribuirá para as experiências e crescimento de milhares de estudantes.
Por Giovanna Paixão





