Dólar oscila e Ibovespa recua com inflação dos EUA e tensão no Oriente Médio

O dólar iniciou esta quarta-feira (12) oscilando entre altas e baixas, enquanto o Ibovespa operava em leve queda, em meio à divulgação de novos dados de inflação dos Estados Unidos e às preocupações com os conflitos no Oriente Médio.

Por volta das 10h15, o dólar registrava alta de 0,06%, cotado a R$ 5,1626. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 0,05%, aos 167.788 pontos.

Na véspera, a moeda americana havia subido 0,98%, encerrando o pregão a R$ 5,1606. O principal índice da Bolsa brasileira caiu 2,50%, aos 167.875 pontos.

Inflação dos EUA entra no radar

O principal destaque do mercado nesta quarta-feira são os novos dados de inflação dos Estados Unidos. O índice de preços avançou 0,1% em julho, após registrar queda de 0,4% em junho. Em 12 meses, a inflação desacelerou de 3,5% para 3,4%.

Os números vieram dentro das expectativas do mercado e devem ajudar investidores a avaliar os próximos passos do Federal Reserve (Fed) na condução da política de juros americana.

Tensão no Oriente Médio mantém petróleo sob pressão

As tensões entre Estados Unidos e Irã também continuam influenciando os mercados internacionais, especialmente os preços do petróleo.

Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos detêm o controle do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo. O Irã, por sua vez, contesta a afirmação e continua realizando ataques contra embarcações que passam pela região.

Por volta das 10h15, o barril do Brent recuava 0,58%, cotado a US$ 88,39, enquanto o WTI caía 0,43%, para US$ 83,56.

A redução no número de embarcações monitoradas no estreito também reforça a preocupação com a circulação de navios na região. Na terça-feira, foram registrados apenas oito navios, o menor número em uma semana, segundo dados divulgados pela Reuters.

As negociações envolvendo Estados Unidos e Irã para um possível acordo de paz também permanecem sem avanço significativo.

O Irã apresentou uma série de exigências para permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, entre elas a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas, a retirada de tropas dos arredores do país, o pagamento de indenizações de guerra, a liberação de ativos iranianos congelados e o fim dos ataques contra aliados de Teerã na região.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou ainda que o país e Omã estavam próximos de um acordo sobre uma nova rota de navegação pelo estreito.

Cenário brasileiro

No Brasil, investidores também acompanham os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados pelo IBGE.

O volume de serviços ficou estável em junho na comparação com maio e apresentou crescimento de 2% em relação a junho de 2025. O resultado, porém, ficou abaixo das expectativas do mercado.

O cenário eleitoral brasileiro e as incertezas sobre a trajetória dos juros também permanecem no radar dos investidores.

Desempenho dos mercados

Dólar

  • Semana: +1,52%
  • Mês: +1,80%
  • Ano: -5,98%

Ibovespa

  • Semana: -2,77%
  • Mês: -5,77%
  • Ano: +6,86%

Bolsas internacionais

Na Ásia, as bolsas chinesas encerraram o dia em alta moderada, impulsionadas principalmente pelos setores de tecnologia e mobiliário, enquanto os investidores aguardavam os dados de inflação dos Estados Unidos.

O CSI 300 avançou 0,6%, e o índice de Xangai, SSEC, subiu 0,3%. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,8%.

Na Coreia do Sul, o Kospi teve alta de 3,68%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,83%.

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