O mercado financeiro brasileiro encerrou esta quinta-feira (10) em alta, descolado do pessimismo observado no exterior. O dólar fechou em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,10, enquanto o Ibovespa avançou 1,42%, encerrando o pregão aos 188,2 mil pontos.
A mudança de rumo ocorreu após a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral da AtlasIntel, que apontou uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026.
O levantamento mostrou Flávio numericamente à frente de Lula, resultado que foi bem recebido por parte dos investidores. O mercado também repercutiu declarações do candidato Augusto Cury (Avante), que afirmou não apoiar o atual presidente em um possível segundo turno.
Segundo analistas, investidores avaliam que uma eventual mudança de governo poderia trazer uma política fiscal mais rígida, reduzindo preocupações com o crescimento da dívida pública.
Enquanto o Brasil registrava valorização na Bolsa e queda do dólar, os principais mercados internacionais operavam em sentido contrário. Em Nova York, os índices S&P 500, Dow Jones e Nasdaq fecharam em baixa, refletindo preocupações com a economia global e o agravamento dos conflitos no Oriente Médio.
A tensão internacional também impulsionou o preço do petróleo. O barril do Brent ultrapassou os US$ 107, enquanto o WTI superou os US$ 102, após a intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã.
Além disso, o Banco Central Europeu elevou os juros da zona do euro para 2,5% ao ano, e novos indicadores econômicos dos Estados Unidos reforçaram a expectativa de que o Federal Reserve mantenha uma postura cautelosa em relação ao controle da inflação.
Para especialistas do mercado, o desempenho dos ativos brasileiros foi influenciado principalmente pelo cenário político doméstico, que acabou superando, ao menos neste pregão, os impactos negativos do ambiente econômico internacional.





