Uma investigação exibida pelo Fantástico revelou o crescimento do contrabando de canetas emagrecedoras no Brasil. Os produtos, vendidos de forma clandestina, chegam ao país principalmente pela fronteira com o Paraguai e, em muitos casos, contêm substâncias que ainda estão em fase de testes clínicos e não possuem autorização para comercialização.
Entre os medicamentos apreendidos está a retatrutida, molécula que ainda passa por estudos e não foi lançada oficialmente pelo laboratório responsável por seu desenvolvimento. Segundo a Anvisa, nenhuma caneta emagrecedora produzida no Paraguai tem registro para venda no Brasil.
O aumento da procura por medicamentos para perda de peso fez com que esses produtos se tornassem o segundo item mais apreendido pela Receita Federal na Alfândega de Foz do Iguaçu, atrás apenas dos smartphones. Em uma única operação da Polícia Rodoviária Federal, mais de 30 mil unidades foram apreendidas.
Especialistas alertam que o uso dessas canetas representa sérios riscos à saúde, já que não há garantia sobre a composição, a dosagem ou as condições de armazenamento dos produtos. Além disso, o consumo sem acompanhamento médico pode provocar efeitos adversos graves e comprometer a segurança dos pacientes.






