O Povo Yawanawá e a Associação Sociocultural Yawanawá (ASCY) divulgaram, nos últimos dias, uma nota pública de repúdio e solidariedade após um caso de abuso sexual relatado por uma visitante durante o Festival Mariri Yawanawá, realizado entre os dias 26 e 31 de agosto, na Terra Indígena Rio Gregório, em Tarauacá, no interior do Acre.
Na manifestação, a associação classificou o episódio como “lamentável” e afirmou repudiar de forma veemente o que descreveu como um grave ato de assédio e abuso sexual contra uma das visitantes do evento.
A ASCY também fez questão de esclarecer que o homem apontado no boletim de ocorrência como suspeito não integra o Povo Yawanawá, a comissão organizadora, a equipe do festival ou a Aldeia Yawarani, onde o evento foi realizado.
Segundo a associação, o homem possui ascendência familiar materna Yawanawá e paterna Arara, mas teria participado do festival exclusivamente como visitante de outra aldeia.
A entidade afirmou que a distinção é necessária para evitar que uma conduta individual seja associada aos povos, comunidades ou culturas dos quais o suspeito possui ascendência.
“A responsabilidade por qualquer ato de violência é individual e jamais deve ser atribuída coletivamente a um povo indígena ou à sua cultura”, destacou a associação na nota.
A ASCY também afirmou categoricamente que a violência contra a mulher não faz parte da cultura Yawanawá e que esse tipo de conduta não é tolerado no território.
“O Povo Yawanawá cultiva o respeito, a proteção e a dignidade como pilares ancestrais inegociáveis”, declarou a entidade.
Na nota pública, a Associação Sociocultural Yawanawá também declarou solidariedade à mulher e afirmou que pretende contribuir para que o caso seja esclarecido.
A entidade disse estar à disposição para oferecer o amparo necessário à vítima e colaborar com as medidas legais, administrativas e cabíveis para a apuração dos fatos.
Veja nota na integra abaixo:







