Quatro meses após o anúncio da reconstrução da Avenida Copacabana, em Cruzeiro do Sul, moradores e pessoas que circulam pela região cobram a conclusão da obra e reclamam dos transtornos causados pela demora na pavimentação. Anunciados em 16 de junho, os trabalhos ainda deixam trechos da via sem asfalto, e as chuvas transformam o local em um lamaçal, dificultando o trânsito e prejudicando quem vive e trabalha na região.
A obra foi anunciada pela Prefeitura de Cruzeiro do Sul com investimento superior a R$ 7,7 milhões. O projeto prevê a reconstrução de aproximadamente 1,4 quilômetro da avenida, incluindo drenagem, preparação do solo, pavimentação, calçadas, rampas de acessibilidade e sinalização.
Em 29 de setembro, mais de três meses após o anúncio inicial, a prefeitura informou que havia iniciado a preparação da base e da sub-base de um trecho de 460 metros, entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Escola Absolon Moreira. Na ocasião, a previsão era concluir essa etapa ainda naquela semana e começar a aplicação da massa asfáltica na semana seguinte, conforme o andamento dos serviços e as condições climáticas.
No entanto, com quatro meses desde o início anunciado da reconstrução, a demora para a chegada do asfalto continua sendo motivo de insatisfação. Quando chove, o solo exposto vira lama, tornando o deslocamento mais difícil e aumentando os transtornos para moradores, comerciantes, motoristas e pedestres que dependem da avenida.
A drenagem foi apresentada pela administração municipal como a primeira etapa da intervenção, com a instalação de tubos e bueiros subterrâneos para resolver problemas históricos de acúmulo de água. Mas, enquanto a pavimentação não avança como esperado, quem utiliza a via precisa conviver com os efeitos de uma obra que se prolonga e interfere diretamente na rotina da região.
Ao anunciar os trabalhos, o prefeito Zequinha Lima afirmou que a execução seria dividida por trechos para reduzir os impactos no trânsito e no comércio. O planejamento previa intervenções entre a rotatória da antiga Ciretran, a região conhecida como Ladeira do Bode e as proximidades da Escola Absolon Moreira.
Quatro meses depois, moradores continuam esperando que o investimento se traduza em melhorias concretas. Enquanto o asfalto não chega, a lama e as dificuldades de circulação mantêm a cobrança por respostas da prefeitura e por um cronograma claro para a conclusão dos serviços.





