Após desabamento de ponte, Estado identifica famílias em áreas de risco e avalia retirada de moradores em Sena Madureira

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As consequências do desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari seguem mobilizando órgãos públicos em Sena Madureira. Equipes da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) iniciaram nesta terça-feira (9) um levantamento socioeconômico junto aos moradores do Segundo Distrito, especialmente aqueles que vivem em áreas consideradas de risco próximas ao local do acidente.

O trabalho começou pelo bairro Niterói, onde cerca de 16 residências já foram identificadas em situação de vulnerabilidade. A intenção é mapear as condições das famílias afetadas, identificar necessidades urgentes e reunir informações que servirão de base para a definição das medidas de assistência e proteção.

Enquanto equipes realizavam visitas de casa em casa, outros órgãos atuavam para restabelecer serviços afetados pelo acidente. Em alguns imóveis que tiveram danos na rede de abastecimento, equipes do Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre) instalaram novos encanamentos para garantir o fornecimento de água aos moradores.

Segundo a Secretaria de Assistência Social, o levantamento seguirá até quinta-feira (11).

Famílias tiveram que deixar suas casas

Entre os casos acompanhados está o de moradores que precisaram abandonar suas residências após o surgimento de fissuras no solo provocadas pelos impactos do desabamento.

Uma das famílias deixou o imóvel onde morava e buscou abrigo em uma casa alugada depois que rachaduras começaram a surgir sob a estrutura da residência.

Além dos problemas estruturais, moradores também enfrentam consequências emocionais decorrentes da tragédia.

Um dos feridos no desabamento recebeu atendimento psicológico durante a visita das equipes estaduais, além de auxílio alimentar por meio da entrega de cesta básica. Após a avaliação inicial, ele deverá continuar recebendo acompanhamento pela rede socioassistencial do município, por meio do Centro de Referência de Referência de Assistência Social (CRAS).

Retirada de moradores está em avaliação

Paralelamente ao levantamento social, o Estado informou que trabalha em conjunto com a empresa responsável pela construção da ponte e com os demais órgãos envolvidos para definir medidas que garantam a segurança das famílias que vivem nas proximidades da área afetada.

Entre as possibilidades analisadas está a retirada de moradores de áreas consideradas de risco e o encaminhamento para locais seguros, caso as avaliações técnicas apontem necessidade.

As informações coletadas durante as visitas deverão orientar as próximas ações de assistência social, apoio psicológico e proteção às famílias impactadas pelo desabamento da ponte que liga os dois lados de Sena Madureira.

Desde o acidente, o local segue sendo monitorado por equipes técnicas, enquanto moradores aguardam definições sobre a situação das residências localizadas próximas à área afetada.

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