O avanço do período de estiagem já começa a refletir nos índices de queimadas no Acre. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o estado registrou 15 focos de queimadas durante o mês de maio de 2026, representando um aumento de 87,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados oito registros.
O número também supera o registrado em maio de 2024, quando o Acre teve 11 focos identificados pelos sistemas de monitoramento.
Apesar do crescimento observado no último mês, o balanço acumulado de 2026 ainda apresenta resultados mais positivos quando comparado aos anos anteriores. Entre janeiro e maio deste ano, foram registrados 21 focos de queimadas em todo o estado, número significativamente inferior aos 51 focos contabilizados no mesmo período de 2025.
Na comparação com 2024, quando o Acre acumulava 36 focos nos cinco primeiros meses do ano, a redução também é expressiva.
Os dados acendem um sinal de atenção para os próximos meses, período em que a estiagem costuma se intensificar e aumentar o risco de incêndios florestais e queimadas urbanas. Órgãos ambientais e equipes da Defesa Civil já acompanham a evolução dos focos de calor e reforçam medidas preventivas para reduzir os impactos da temporada seca.
Em Rio Branco, a Defesa Civil informou que o monitoramento já foi intensificado. Segundo o coordenador municipal, coronel Cláudio Falcão, o município possui um plano de enfrentamento às queimadas e está desenvolvendo novas ações em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
A preocupação das autoridades está relacionada às condições climáticas previstas para os próximos meses. A combinação de temperaturas elevadas, redução das chuvas e baixos índices de umidade pode favorecer a propagação do fogo em diversas regiões do estado.
O alerta ganha ainda mais relevância diante das lembranças de 2024, quando a fumaça provocada pelos incêndios ambientais comprometeu a qualidade do ar e afetou a rotina da população acreana, especialmente na capital.
Com a chegada do período mais seco do ano, especialistas reforçam a importância de evitar queimadas ilegais e alertam que a prevenção é fundamental para reduzir danos ambientais, riscos à saúde e prejuízos à população.






