O acordo para o fim da guerra no Oriente Médio, assinado virtualmente entre Estados Unidos e Irã, inclui uma série de medidas que preveem o encerramento imediato das hostilidades, garantias de que Teerã não desenvolverá armas nucleares e mecanismos de reconstrução econômica do país, segundo informações divulgadas pela CNN Internacional.
De acordo com a emissora, que afirma ter tido acesso ao texto completo ainda não divulgado oficialmente, o documento possui 14 pontos e estabelece o fim imediato e permanente do conflito em todas as frentes, além da reabertura de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.
O acordo também prevê a possibilidade de compensação financeira ao Irã, vinculada ao cumprimento do compromisso de não desenvolvimento de armamento nuclear. Segundo a CNN, haveria a previsão de acesso a um fundo estimado em até US$ 300 bilhões para reconstrução do país, embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha negado a existência desse mecanismo.
Outro ponto central do texto é o compromisso formal do Irã de nunca produzir armas nucleares. Em contrapartida, o acordo estabelece a retirada gradual de sanções econômicas, liberação de ativos congelados e a criação de um plano de reabilitação econômica com participação dos Estados Unidos e aliados regionais.
O documento também prevê a retomada do comércio de petróleo e produtos petroquímicos iranianos, além da concessão de isenções para exportações e serviços financeiros ligados ao setor energético.
Segundo a CNN, o acordo estabelece ainda um prazo de até 60 dias para definição de um entendimento final sobre o programa nuclear iraniano, incluindo a destinação do urânio enriquecido e possíveis limites de produção.
Apesar da assinatura inicial, o conteúdo ainda não foi oficializado publicamente, e há divergências sobre pontos-chave do texto. O presidente Donald Trump afirmou que o acordo ainda é um “memorando de entendimento” e que pode rever a posição dos Estados Unidos caso as negociações não avancem.
Durante declaração na cúpula do G7, na França, Trump afirmou que não descarta novas ações militares caso considere insatisfatórios os desdobramentos do processo de negociação com Teerã.
“Se eu não gostar, voltaremos a atacar”, disse o presidente norte-americano.
O governo iraniano ainda não se pronunciou oficialmente sobre todos os termos divulgados pela imprensa internacional.






