O preço do petróleo subiu cerca de 4% nesta quinta-feira, 22 de outubro, e o barril do tipo Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 113, chegando a US$ 113,17. O valor representa o maior patamar desde 4 de maio, em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio e a relatos de ataques contra alvos ligados à infraestrutura petrolífera da região.
A alta ocorre após informações divulgadas pelo Irã de que sete navios petroleiros foram incendiados depois de serem atingidos por ataques ou por minas instaladas no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo.
Também há relatos de que instalações na Arábia Saudita teriam sido atingidas. As tensões aumentaram após um ataque atribuído ao grupo rebelde Houthi, do Iêmen, apoiado pelo Irã, contra o Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, na Arábia Saudita. A ofensiva ocorreu na noite de quarta-feira, 21 de outubro, e deixou duas pessoas mortas e outras oito feridas, segundo as informações divulgadas.
O preço registrado nesta quinta-feira se aproxima dos níveis observados no início de maio, quando o barril do Brent encerrou o pregão cotado a US$ 114,44.
O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o mercado global de energia. Uma escalada militar na região pode comprometer o transporte de petróleo, elevar os custos de abastecimento e aumentar a volatilidade dos preços internacionais.
Na sexta-feira, 16 de outubro, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita informou ter interceptado um míssil lançado em direção a uma cidade estratégica do país, em mais um episódio da escalada de tensões na região.





