O preço do petróleo voltou a subir nesta quinta-feira (22), impulsionado pelo agravamento das tensões no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel. A escalada do conflito aumenta as preocupações com a segurança do abastecimento global, especialmente após relatos de ataques a navios petroleiros no Estreito de Ormuz.
O petróleo Brent, referência no mercado internacional, registrou alta de 2,91% nas últimas 24 horas e chegou a US$ 111,99 por barril às 9h51.
Mais cedo, o Irã informou que sete navios petroleiros foram incendiados após serem atingidos diretamente por ataques ou por minas instaladas na região do Estreito de Ormuz.
Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Por ele passa parte significativa da produção de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Irã.
Qualquer interrupção na navegação pelo estreito pode afetar a oferta internacional da commodity, pressionar os preços e aumentar a instabilidade nos mercados de energia.
A tensão também se intensificou após relatos de ataques contra instalações sauditas. O cenário ficou ainda mais delicado depois de uma ofensiva do grupo rebelde iemenita Houthis, apoiado pelo Irã, contra o Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, na Arábia Saudita.
O ataque ocorreu na noite de quarta-feira (21) e deixou duas pessoas mortas e outras oito feridas.
Em meio ao agravamento da situação, os Estados Unidos orientaram diplomatas norte-americanos a deixar a Arábia Saudita.
A escalada militar e os riscos para a circulação de petróleo pelo Estreito de Ormuz aumentam a preocupação dos investidores com possíveis interrupções no fornecimento global. O avanço das cotações também pode repercutir nos custos de combustíveis e no desempenho dos mercados financeiros.





