Ataques israelenses deixaram três pessoas mortas na Faixa de Gaza nesta quinta-feira (22), segundo autoridades de saúde palestinas. As vítimas foram atingidas em ofensivas na Cidade de Gaza, em Khan Younis e nas proximidades do campo de refugiados de Jabalia.
No bairro de Tel Al-Hawa, na Cidade de Gaza, um ataque aéreo atingiu um carro e matou uma pessoa. Imagens gravadas após a ofensiva mostram integrantes de uma equipe de emergência, usando coletes laranja, jogando água para tentar apagar o incêndio provocado pela explosão.
Em Khan Younis, no sul do território palestino, outra pessoa morreu em um ataque aéreo enquanto estava em uma bicicleta. Já perto do campo de refugiados de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, uma mulher foi morta a tiros.
O Exército israelense informou que ainda verificava os relatos sobre as mortes em Jabalia e Tel Al-Hawa. A força militar confirmou a ofensiva em Khan Younis e afirmou que o alvo era um militante do Hamas, sem fornecer mais detalhes.
Cessar-fogo enfrenta dificuldades
O governo de Israel afirma que o Hamas está se rearmando e realizando ataques, em violação ao cessar-fogo iniciado em 10 de outubro de 2025. O grupo palestino nega estar reconstruindo seu arsenal e acusa o governo israelense de prejudicar o plano de paz apoiado pelos Estados Unidos.
O acordo prevê a reconstrução gradual da Faixa de Gaza. No entanto, os avanços têm sido limitados, já que os negociadores ainda não chegaram a um entendimento sobre as condições para o desarmamento do Hamas e a retirada das tropas israelenses.
Segundo as autoridades de saúde palestinas, pelo menos 1.500 palestinos morreram em Gaza desde o início do cessar-fogo. No mesmo período, quatro soldados israelenses foram mortos, de acordo com o governo de Israel.
Considerando os três anos de conflito desde outubro de 2023, o número de vítimas palestinas ultrapassa 74 mil, conforme os dados divulgados pelas autoridades de saúde de Gaza. O conflito atual começou após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1,2 mil pessoas em Israel.
Violência também aumenta na Cisjordânia
Na Cisjordânia, os ataques de colonos israelenses contra palestinos têm se intensificado durante o período da colheita de azeitonas. Muitas famílias relatam dificuldades para acessar seus olivais, especialmente nas proximidades de assentamentos e postos avançados.
Ziv Stahl, diretor executivo da organização israelense de direitos humanos Yesh Din, afirmou que a restrição de acesso impede que muitos palestinos colham suas próprias árvores.
“Isso cria uma situação em que os palestinos, em muitos casos e em muitas terras, especialmente nas proximidades de assentamentos e postos avançados, não podem entrar nas terras e colher as árvores”, declarou.
Na quarta-feira (21), a organização informou ter registrado 125 agressões físicas contra colhedores de azeitonas palestinos nos 24 dias desde o início da safra, além de 168 incidentes de roubo de colheitas. Segundo a entidade, forças militares israelenses estavam presentes em pelo menos um quarto desses episódios.





