TST determina que Caixa mantenha 60% dos funcionários durante greve

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que a Caixa Econômica Federal mantenha pelo menos 60% dos empregados em atividade durante a greve nacional da categoria, iniciada no último dia 10 de setembro. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (24) pelo ministro Maurício Godinho Delgado.

De acordo com o tribunal, o percentual mínimo deverá ser garantido em cada agência, com trabalhadores atuando de forma presencial ou remota. Em caso de descumprimento, a entidade sindical poderá ser multada em R$ 100 mil por dia.

A medida busca assegurar a continuidade dos serviços considerados essenciais, especialmente o atendimento ao público, a compensação bancária e o pagamento de benefícios sociais.

A paralisação foi motivada por impasses nas negociações do acordo coletivo de trabalho, principalmente em relação ao plano de saúde dos empregados, o Saúde Caixa. A proposta apresentada pelo banco para mudanças no custeio e nas regras de participação dos trabalhadores tem sido rejeitada pela categoria em assembleias.

Durante a greve, a Caixa orienta os clientes a utilizarem preferencialmente os canais digitais, aplicativos e caixas eletrônicos para a realização de serviços bancários. Segundo o banco, os pagamentos de benefícios e demais operações continuam sendo efetuados pelos meios eletrônicos.

A decisão do TST atendeu parcialmente ao pedido da Caixa, que defendia a manutenção de 80% do efetivo em atividade durante o movimento grevista.

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