Taxa de analfabetismo cai no Acre para 8,9%, aponta IBGE

A taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais caiu no Acre em 2025 e chegou a 8,9%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2024, o índice era de 9,4%.

A redução acompanha o movimento registrado em todo o país. No Brasil, a taxa de analfabetismo chegou a 4,9% em 2025.

É considerado alfabetizado quem consegue ler e escrever um bilhete simples.

Segundo levantamento divulgado em junho, o Acre tinha cerca de 57 mil pessoas analfabetas. Desse total, 30 mil eram homens e 27 mil, mulheres.

Os dados também mostram uma desigualdade racial. Entre os analfabetos, aproximadamente 49 mil eram pessoas pretas ou pardas, enquanto 6 mil eram brancas.

EJA contribui para redução

Entre as iniciativas voltadas à redução do analfabetismo está a Educação de Jovens e Adultos (EJA), destinada a pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir a educação básica na idade considerada regular.

Uma das ferramentas utilizadas para ampliar o acesso é o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma que registra o interesse de pessoas que desejam voltar a estudar e as direciona para escolas da rede pública.

O Acre possui 341 escolas públicas e privadas que oferecem EJA. Desse total, 334 são da rede pública.

Em relação às matrículas, o estado contabiliza 21.041 estudantes na modalidade, considerando as redes pública e privada. Somente na rede pública, são 20.535 matrículas.

Na Região Norte, o Acre aparece com o terceiro maior número de matrículas na EJA. O estado fica atrás do Amazonas, com 54.986 matrículas, e do Pará, que lidera a região com 119.486 estudantes matriculados em 2025.

Ações para combater o analfabetismo

Para ampliar o acesso à educação de jovens e adultos e combater o analfabetismo, o Ministério da Educação (MEC) desenvolve ações por meio do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA).

A iniciativa busca fortalecer a oferta da modalidade e ampliar as oportunidades de escolarização para jovens e adultos que não concluíram a educação básica.

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