Putin amplia controle sobre infraestrutura após ataques da Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um decreto que amplia os poderes do governo para assumir temporariamente o controle de infraestruturas consideradas críticas em todo o país. A medida permite a criação de uma “administração temporária” quando proprietários privados não conseguirem proteger adequadamente as instalações diante do aumento dos ataques atribuídos à Ucrânia.

O decreto abrange setores estratégicos como energia e combustíveis, comunicações, transporte e logística. O governo poderá intervir quando os responsáveis não adotarem medidas suficientes de segurança ou não conseguirem restabelecer rapidamente o funcionamento das instalações após eventuais ataques. Na prática, a medida permite ao Estado assumir temporariamente bens, direitos e ações dos proprietários.

A decisão ocorre em meio à intensificação da guerra aérea entre Rússia e Ucrânia. Os ataques ucranianos contra alvos em território russo têm provocado impactos sobre a infraestrutura e contribuído para a escassez de combustíveis. Nos últimos dias, a Ucrânia também aumentou os ataques contra centros de logística da Ozon, empresa de comércio eletrônico que concorre com a Wildberries.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que alguns proprietários não estariam dando a devida atenção às medidas de segurança, principalmente à proteção contra drones. Segundo ele, o governo analisará quais empresas poderão ser submetidas às novas regras e poderá determinar intervenções sempre que considerar insuficientes as medidas de proteção adotadas.

Enquanto Moscou reforça a proteção de sua infraestrutura, a Rússia mantém os ataques contra a Ucrânia. Na noite de segunda para terça-feira (25), as forças russas lançaram dois mísseis e 150 drones contra o território ucraniano, segundo a Força Aérea da Ucrânia, que afirmou ter abatido 124 drones. Diante da escassez de interceptadores dos sistemas de defesa aérea Patriot, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que o país recebeu uma pequena quantidade de novos mísseis, mas destacou a necessidade de mais equipamentos.

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