O Governo do Acre arrecadou R$ 7,151 bilhões entre janeiro e junho de 2026, o equivalente a 51,54% da receita prevista para todo o exercício, estimada em R$ 13,877 bilhões. Os dados constam no Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do terceiro bimestre, divulgado pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) no Diário Eletrônico.
Segundo o levantamento, a execução orçamentária do Estado segue equilibrada. Até o fim de junho, foram empenhados R$ 7,150 bilhões em despesas, dos quais R$ 5,905 bilhões foram liquidados e R$ 5,699 bilhões efetivamente pagos. O período registrou um superávit orçamentário de R$ 1,245 bilhão, resultado da diferença entre as receitas arrecadadas e as despesas liquidadas.
A Educação liderou os investimentos no primeiro semestre, com R$ 1,692 bilhão em despesas empenhadas. Em seguida aparecem a Saúde, com R$ 1,134 bilhão, e a Segurança Pública, que recebeu R$ 676,2 milhões. Também houve investimentos expressivos nas áreas de Previdência Social, Assistência Social, Administração e Justiça.
Na área da saúde, o Estado aplicou 14,47% das receitas vinculadas em ações e serviços públicos, índice acima do mínimo constitucional de 12%. Já na educação, a aplicação em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino alcançou 23,12% das receitas de impostos até o terceiro bimestre. O percentual ainda está abaixo do mínimo de 25%, mas o cumprimento da exigência constitucional é avaliado ao encerramento do exercício financeiro.
O relatório também aponta resultados fiscais acima das metas estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O resultado primário acumulado atingiu R$ 1,035 bilhão, o equivalente a 517,5% da meta prevista, enquanto o resultado nominal chegou a R$ 1,104 bilhão, representando 357,9% do objetivo fixado para o período.
As transferências da União permanecem como a principal fonte de arrecadação do Estado, complementadas pelas receitas tributárias próprias, contribuições, receitas patrimoniais e de serviços. O documento também reúne informações sobre restos a pagar, receitas previdenciárias, projeções atuariais e a execução dos recursos por função e subfunção de governo.





