O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou nesta sexta-feira (31) que a proposta de acordo de paz para a Faixa de Gaza é “inaceitável para Israel”, após o Hamas declarar apoio ao plano apresentado pelo governo dos Estados Unidos.
Ben-Gvir, considerado um dos integrantes mais radicais do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmou que interromper os ataques contra o Hamas permitiria que o grupo se reorganizasse para novos confrontos.
“Um compromisso de parar os assassinatos dos assassinos da organização terrorista é equivalente a uma permissão para o Hamas se reorganizar para o próximo massacre”, declarou o ministro, defendendo a continuidade das operações militares em Gaza.
Proposta prevê cessar-fogo e desarmamento do Hamas
O plano foi divulgado pelo Conselho de Paz em Gaza, órgão internacional criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acompanhar um possível cessar-fogo e uma transição para um governo civil no território palestino.
Entre os principais pontos da proposta estão:
retirada completa das tropas israelenses da Faixa de Gaza, sob supervisão de uma força internacional;
encerramento das operações militares do Hamas e de outros grupos palestinos;
criação de um Comitê Internacional de Verificação para monitorar o cumprimento do acordo;
transferência da administração de Gaza para um órgão tecnocrático palestino após a aprovação do plano;
adoção do princípio de “Uma Autoridade, Uma Lei, Uma Arma”, com o objetivo de concentrar o controle de segurança em uma única estrutura governamental.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ainda não havia se manifestado oficialmente sobre a proposta.
Hamas condiciona desarmamento à retirada israelense
O Hamas informou que aceita o plano, mas afirmou que o desarmamento do grupo depende da retirada das forças israelenses e do fim dos ataques no território palestino.
Em comunicado, o grupo disse que o fim das mortes e das operações militares seria uma condição essencial para avançar na implementação do acordo.
O Hamas também anunciou anteriormente a dissolução do chamado “Comitê de Emergência”, estrutura que administrava Gaza desde 2007, medida apresentada como parte de uma possível transição para um governo civil.
A proposta de paz ainda enfrenta obstáculos políticos, principalmente em relação ao futuro controle de Gaza, ao desarmamento do Hamas e à presença militar israelense no território.





