Bolívia determina prisão de Evo Morales por suposta participação em protestos que paralisaram o país

O Ministério Público da Bolívia determinou a prisão do ex-presidente Evo Morales, acusado de incentivar os protestos que bloquearam rodovias e provocaram uma crise de abastecimento no país por mais de 50 dias. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (29) e intensifica a disputa política envolvendo o líder boliviano e o governo do presidente Luis Arce.

Segundo o documento emitido pela Procuradoria-Geral, Morales é investigado pelos crimes de terrorismo, insurreição armada e associação criminosa. As autoridades afirmam que ele teria desempenhado papel central na organização das manifestações que interromperam o transporte de mercadorias e afetaram o abastecimento de alimentos, combustíveis e outros produtos essenciais em diversas regiões do país.

Os bloqueios de estradas foram promovidos por apoiadores do ex-presidente, que contestam decisões judiciais e eleitorais que impediram sua candidatura à Presidência. O governo atribui aos protestos graves prejuízos econômicos e acusa os manifestantes de colocar em risco a segurança da população.

Evo Morales rejeitou as acusações e afirmou ser vítima de perseguição política. O ex-presidente sustenta que o processo faz parte de uma estratégia para afastá-lo definitivamente da disputa eleitoral e enfraquecer sua influência no cenário político boliviano.

Além deste caso, Morales responde a outros processos na Justiça boliviana. A nova ordem de prisão amplia a tensão entre seus apoiadores e o governo de Luis Arce, aprofundando a crise política que divide o país desde o rompimento entre as duas principais lideranças do Movimento ao Socialismo (MAS).

spot_img

Notícias relacionadas:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS