O poder de compra do vale-refeição segue em queda no Acre. Levantamento da Pluxee aponta que, no primeiro semestre de 2026, o benefício foi suficiente para custear, em média, apenas oito dias úteis de alimentação por mês no estado, abaixo da média nacional, que ficou em nove dias.
Com esse resultado, o Acre aparece entre os estados onde o vale-refeição tem menor duração, ao lado de Rondônia. Apenas Maranhão, com sete dias, e Roraima, com seis dias, registraram desempenho inferior. Na outra ponta do ranking, Minas Gerais lidera com cobertura média de 13 dias úteis, seguido por Rio de Janeiro e São Paulo, com 12 dias.
O estudo também mostra que a perda do poder de compra é uma realidade em todo o país. Em 2025, o benefício cobria, em média, 10 dias úteis de alimentação. Em 2026, esse número caiu para nove dias. A série histórica da Pluxee revela uma redução ainda maior ao longo dos últimos anos: em 2019, o vale-refeição era suficiente para custear cerca de 19 dias úteis.
De acordo com a pesquisa, o preço médio das refeições aumentou 4,3% no primeiro semestre deste ano, alcançando R$ 44,69. Já o valor médio do benefício pago pelas empresas teve reajuste de apenas 1,5%, chegando a R$ 583,75 por mês.
A diferença entre o aumento dos preços e o reajuste do benefício tem reduzido a quantidade de dias em que os trabalhadores conseguem utilizar o vale-refeição para custear suas refeições ao longo do mês.





