Mísseis balísticos preocupam Europa e impulsionam criação de escudo antimísseis

spot_img

O avanço do uso de mísseis balísticos em conflitos recentes, especialmente na guerra entre Rússia e Ucrânia, levou líderes europeus a intensificarem os planos para fortalecer a defesa do continente. Nesta semana, dez países, incluindo a Ucrânia, anunciaram uma coalizão para desenvolver um sistema integrado de proteção contra esse tipo de armamento.  

Os mísseis balísticos são considerados uma das armas mais difíceis de interceptar. Após o lançamento, eles atingem grandes altitudes e retornam à atmosfera em alta velocidade, podendo transportar explosivos convencionais ou ogivas nucleares. Essa trajetória torna a defesa mais complexa do que no caso de drones ou mísseis de cruzeiro.  

A principal preocupação dos países europeus é a crescente capacidade militar da Rússia, que tem utilizado mísseis balísticos com frequência durante a guerra na Ucrânia. O temor é que uma eventual ampliação do conflito represente uma ameaça direta à segurança do continente.  

Segundo o comunicado conjunto dos países participantes, o objetivo da coalizão é criar uma arquitetura integrada de defesa antimísseis capaz de complementar os sistemas já existentes, ampliar a capacidade de resposta e reforçar a proteção da Europa diante de futuras ameaças. A iniciativa reúne França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha, Países Baixos, Noruega, Suécia, Dinamarca e Ucrânia, com possibilidade de adesão de novos integrantes.  

spot_img

Notícias relacionadas:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS