O Exército Brasileiro intensificou as ações de patrulhamento e monitoramento na região do Alto Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre, após denúncias de invasão armada e ameaças contra lideranças indígenas da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia.
A operação é conduzida pelo Comando de Fronteira Juruá/61º Batalhão de Infantaria de Selva (C Fron Juruá/61º BIS), unidade subordinada à 17ª Brigada de Infantaria de Selva. Segundo o Exército, a atuação teve início após acionamento feito, no dia 6 de julho de 2026, por lideranças da Comunidade Apiwtxa e representantes de órgãos que atuam na região, relatando a presença de indivíduos armados nas proximidades do território indígena.
Em resposta, militares do 1º Pelotão Especial de Fronteira de Marechal Thaumaturgo realizaram patrulhamentos terrestres e fluviais, além de ações de inteligência e monitoramento para reforçar a segurança das comunidades e ampliar a presença do Estado na área de fronteira.
As ações passaram a ocorrer de forma integrada com o Grupo Especial de Operações em Fronteira (GEFRON), durante a Operação Ashaninka, coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp/AC). O trabalho conjunto inclui o reforço do patrulhamento ao longo do Rio Amônia e da região entre Marechal Thaumaturgo e a fronteira com o Peru.
De acordo com o Exército, a operação busca fortalecer a proteção das comunidades indígenas, ampliar levantamentos de inteligência e contribuir para a prevenção e o combate a crimes transfronteiriços, como tráfico de drogas, exploração ilegal de madeira e garimpo ilegal.
O Comando de Fronteira Juruá/61º BIS informou que mantém o monitoramento permanente da área e atua em parceria com órgãos competentes, reforçando o compromisso com a defesa da faixa de fronteira e a segurança das populações que vivem na Amazônia Ocidental.






