Apesar da redução no consumo das famílias, a carne bovina não deve ficar mais barata nos próximos meses. Especialistas apontam que a oferta limitada de animais para abate e a forte demanda do mercado externo continuam sustentando os preços em patamares elevados.
Outro fator que influencia o cenário é o chamado ciclo pecuário. Após um período de maior abate de fêmeas, os produtores passaram a reter matrizes para recompor os rebanhos, reduzindo a quantidade de bois disponíveis para o mercado e pressionando os preços da carne.
As exportações também seguem aquecidas, principalmente para países asiáticos, o que diminui a oferta de carne no mercado interno. Com isso, mesmo que o consumo doméstico apresente desaceleração, a tendência é de estabilidade ou novos reajustes nos preços ao consumidor.
Segundo analistas do setor, cortes considerados de segunda podem apresentar pequenas variações de preço em algumas regiões, mas uma queda significativa no valor da carne bovina, de forma geral, não é esperada no curto prazo.






