A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entrou para a história por um motivo negativo. Na derrota por 2 a 1, a equipe comandada por Carlo Ancelotti registrou apenas 34% de posse de bola, o menor índice desde o início dos registros estatísticos, em 1966.
Segundo dados da Opta, o Brasil teve ampla dificuldade para controlar a partida e ficou muito atrás dos noruegueses na troca de passes. Ao longo do confronto, a seleção realizou 351 passes a menos que o adversário.
Mesmo finalizando mais vezes, com 14 chutes contra 9 da Noruega, o aproveitamento foi inferior. Apenas quatro finalizações brasileiras acertaram o alvo, enquanto os noruegueses tiveram cinco conclusões certas e foram mais eficientes.
O resultado expôs problemas no setor de criação da equipe brasileira. O meio-campista Bruno Guimarães, responsável pela articulação das jogadas, teve atuação discreta e desperdiçou um pênalti quando o placar ainda estava empatado.
Do outro lado, a Noruega contou com o talento do meia Martin Odegaard, capitão do Arsenal, que comandou as ações ofensivas da equipe europeia e foi um dos destaques da classificação.
Apesar de a posse de bola reduzida nem sempre representar derrota, o índice registrado contra a Noruega foi o pior já alcançado pelo Brasil em uma Copa do Mundo desde que os números passaram a ser contabilizados.
Menores índices de posse de bola do Brasil em Copas desde 1966
- 34% – Brasil 1 x 2 Noruega (oitavas de final – 2026)
- 40% – Brasil 1 (4) x (2) 1 Holanda (semifinal – 1998)
- 41% – Brasil 2 x 1 Turquia (semifinal – 2002)
- 41% – Brasil 2 x 0 Alemanha (final – 2002)
- 44% – Brasil 3 x 1 Argentina (segunda fase – 1982)
A derrota para a Noruega encerrou a participação brasileira no Mundial e aumentou as críticas ao desempenho da equipe, especialmente pela dificuldade de controlar a posse de bola e criar jogadas diante de adversários mais organizados.






